O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/10/2020

Estado de Insegurança

Muniz Sodré, comunicólogo e sociólogo brasileiro, disserta acerca da violência, introduzindo o conceito de estado de violência, no qual, ações repetidas de agressividade ocasionam a sensação contínua de insegurança. Esse fato, ao ser analisado, caracteriza o ambiente escolar no Brasil, haja vista o mau comportamento e a agressividade crescente no ambiente escolar, causados, sobretudo, pela desvalorização do professor, assim como pela ineficiência do sistema de ensino. Portanto, é necessário modifica a maneira como a questão tradada, com o objetivo de mitigar a mazela em debate.        Nesse contexto, é conveniente ressaltar que a desvalorização do professor contribui para o aumento da violência no âmbito escolar brasileiro. Isso ocorre porque, o professor, ao ser desvalorizado, não tendo sua relevância reconhecido na sociedade, o professor sofre vom a insubordinação do aluno, que promove relações de hostilidade, culminando, dessa forma, a agressividade. Efetivamente, essa assertiva é confirmada pela pesquisa realizada pela revista VEJA, a qual afirma que o Brasil é o país que menos valoriza o professor. Desse modo, esse cenário é impulsionado pela ausência de debates que discutam a importância dessa temática, o que evidencia a necessidade de solucionar o problema, haja vista os malefícios ocasionados por essa conjuntura.              Outrossim, é correto afirmar que a ineficiência do sistema público de ensino estimula o mau comportamento nas escolas. Sob o mesmo prisma, o aluno, ao ser inserido num sistema educacional carente de condições ideais para a aprendizagem e desenvolvimento individual, como o acompanhamento pedagógico e psicológico, gera estudantes destituídos de inteligência emocional, tendo em vista a falta de eficiência do sistema público durante o processo de formação. Com efeito, essa tese é ratificada pelas premissas analíticas expressas na obra “A Escola e o Conhecimento”, do filósofo brasileiro, Mario Sérgio Cortella, as quais discorrem da importância do acompanhamento psicológico para a educação, assim como os benefícios da inteligência emocional. Nessa perspectiva, essa condição é facilitada pela falta de recursos na educação, o que torna-se necessário intervir.                  Destarte, a observação crítica dos fatos sociais ressalta a importância de solucioná-los. Para isso, o Poder Executivo deve destinar uma maior parte dos tributos arrecadados, mediante a Lei Orçamentária Anual, para a contratação de profissionais da área de educação e para promover o debate sobre esse tema nas escolas. Essa medida tem o intuito de proporcionar um melhor acompanhamento pedagógico durante o processo de formação do aluno, assim como conscientizar o estudante acerca dos malefícios. Assim, aos poucos, será possível subverter o cenário proposto por Muniz Sodré.