O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/11/2020

Segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico. A partir disso, é evidente que caso uma célula (indivíduo) for afetado, todo o organismo (sociedade) também será. De maneira análoga, o professor agredido e o ambiente escolar propício à violência em diferentes âmbitos afetam todo o contingente demográfico. Nesse contexto, a desvalorização do ensino é a principal responsável pelo crescente mau comportamento e agressividade dos alunos na escola.

Primeiramente, é tácito que parte da educação moral dos jovens vem de seus lares. Assim, depreende-se que, muitas vezes, preconceitos que são o reflexo da sociedade são trazidos para o ambiente escolar causando o bullying (atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidas contra uma determinada pessoa), a consequência de tal ato pode causar danos psicológicos e físicos na vida do estudante. Ademais, o acréscimo de 9% nos casos de bullying entre os anos de 2017 e 2019 segundo o G1, evidencia a urgência de atitudes mais eficientes para combater essa problemática. Logo, para melhorar a educação é necessário combater esse imbróglio.

Não obstante, a violência contra professores também é uma realidade brasileira. Conforme uma pesquisa global da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil foi colocado no topo de um ranking de violência em instituições de ensino. Com isso, percebe-se a negligência do Governo Federal com esses profissionais que, além de não garantir medidas para mitigar as agressões, não oferece auxílio aos mesmos. Por fim, seria um descuido com toda a população canarinha se medidas não forem tomadas para segurança do docente.

Mediante aos fatos elencados, é pertinente trazer o pensamento de Epicteto “ Só a educação liberta”. Nesse sentido, urge que o poder executivo crie uma matéria de cunho social, que de maneira lúdica e adaptada às mais diversas idades, traga assuntos de igualdade de gênero, luta anti-racista e luta anti-lgbtfóbica para que, por meio de aulas, haja o fim do prejulgamento para com o próximo. Outrossim, é mister que haja um programa por parte também do Estado, que garanta auxílio psicológico a todos nas escolas, como uma atividade obrigatória, e que auxilie o professor psicologicamente e financeiramente após abusos físicos. Por fim, o mau comportamento será uma mazela passada na história brasileira.