O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 09/11/2020

Na obra cinematográfica ‘Escritores da Liberdade’, Richard LaGravenese retrata a história de uma professora contratada por uma escola publica, situada na periferia dos estados unidos, onde a educadora passa por inúmeros momentos controversos de agressividade de seus alunos. Não obstante da realidade de muitos professores, é presente o número crescente de casos de mau comportamento e agressividade no ambiente escola. Portanto, faz-se necessário abordar a respeito dessa temática e elencar fatores que minimizem essa situação.

Primeiramente, é imprescindível ressaltar que o respeito dos alunos para com os educadores mudou drasticamente durante os anos. Nesse contexto, a violência escolar tem se manifestado de diversas maneiras: ataques violentes armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o “bullying”, preconceito, questões de gênero e religião. De acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 à 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas. Além do mais, a grande quantidade de influencias externas ocasionadas pelo ambiente familiar, pelos meios de comunicação e pela própria sociedade, induzem o aluno a cometer atos violentos.

Ademais, é válido abordar o papel do governo na consolidação da vivência desarmônica entre professores e alunos nas escolas brasileiras. Nessa conjuntura, segundo pesquisas, a Coreia do Sul é o principal país que não possui relatos de violência contra o corpo docente. Isso se dá devido ao estímulo governamental em educar os familiares a ensinar os jovens a arte do respeito ao próximo e a quem ensina. No entanto, no Brasil, observa-se o aumento vertiginoso de atos violentos nas escolas, sobretudo nas públicas, como pode ser exemplificado pelo massacre de Suzano, em 2019, o qual 2 jovens vitimizam, em média, 2 professores e 15 alunos na escola Raul Brasil. Dessa forma, além de lidar com a desvalorização e a má remuneração, a violência dificulta o papel social dos professores.       Entende-se, diante dos fatos expostos que, medidas são necessárias para mudar esse cenário. Contudo, é de suma importância que o Estado, juntamente com o MEC ( Ministério da Educação e Cultura), crie medidas, como a implementação de palestras e fóruns sobre o tema, a fim de conscientizar os alunos e pais sobre o danos provocados por esse ato e o seu combate. Construindo, assim, uma sociedade onde todos se sintam respeitados, uma vez que ” a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota, – Jean-Paul Sartre, filósofo francês.