O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 22/11/2020

No Brasil, a violência cometida por alunos na instituição de ensino é  um problema contínuo e nessa esfera podem haver distintos casos, como o abuso contra professores, vandalismo e o bullying ( que seriam atitudes ameaçadoras). Essas ações podem ocasionar em danos psicológicos ou físicos, e dessa maneira, prejudicar a vida do afetado.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de acompanhamento psicológico ou preconceitos construídos pela sociedade podem contribuir para essa prática. A série “Todo mundo odeia o Chris” relata a história do personagem principal, no qual ele é vítima constante de de bullyings, cometidos na escola, tudo isso, pois, o protagonista é negro e tem condições financeiras consideradas inferior. Com isso, percebe-se que a sociedade colabora para o desenvolvimento de ideias preconceituosas, e como consequência coopera para o contexto atual em relação a temática.

Em segunda análise, é importante compreender que situação é alarmante e necessita ser discutida. De acordo com estudo realizado em 2015, pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), no Brasil, aproximadamente um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. A partir desse número, percebe-se que os acometidos são muitos, e é alta a chance deles desenvolverem distúrbios psíquicos, como depressão e ansiedade. Isso ocorre, porque as agressões sofridas por eles costumam causar medo, pressão e insegurança, podendo adquirir atrasos no desenvolvimento social, metal e físico. Já no quesito corporal, a vítima poderá apresentar lesões no corpo, comprometimento dos órgãos ou até mesmo levar a óbito. Dessa forma, é notório que essa situação contribui de maneira significativa para a má qualidade de vidas desses estudantes. Contudo, se houver mudanças sociais e educativas para amenizar as circunstâncias, a realidade mudará.

Em virtude dos aspectos apresentados, nota-se que esse tipo de abuso é uma problemática contemporânea e necessita de alterações. Portanto, é preciso que o Ministério da Educação, junto com escolas desenvolvam e apliquem o projeto “Respeito, um direito de todos”, realizando palestras mensais, dentro das instituições de ensino, para os educandos, ministradas por psicólogos, para abordar temáticas relacionadas ao respeito e as diferenças, também disponibilizando psicólogos nas redes de ensino, semanalmente, com o intuito de atender casos conectados não apenas ao bullying, mas a qualquer ocasião necessária, e ainda distribuindo informações, sobre o assunto e sobre a urgência na aceitação das diferenças dos indivíduos, no meio televisivo e em redes sociais. Objetivando conscientizar e informar alunos e comunidades sobre os efeitos negativos dessa atitude, para que assim, haja diminuição dos casos ocorridos.