O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 20/11/2020

“A escola passou a ser vista como um espaço de salvação” - o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella em entrevista ao Estadão em 2014. Isso aconteceu porque a escola passou a exercer o papel de pais: educar e ensinar. No entanto, o aumento crescente da violência escolar está revelando críticas à situação atual da educação brasileira e se tornando um impasse.

Nesse contexto, a violência escolar tem se manifestado de várias formas: ataques armados violentos, agressão física e intimidação psicológica como bullying, preconceito, questões de gênero e religião. De acordo com um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 a 15 anos já foram vítimas de violência por parte de seus colegas. Além disso, um grande número de influências externas do ambiente familiar, da mídia e da própria sociedade levam os alunos a atos de violência.

Consequentemente, as consequências desse episódio se manifestam em evidente baixa autoestima, atitudes passivas, distúrbios emocionais, problemas psicossomáticos, depressão e desinteresse pelos estudos. É necessária a atuação de políticas públicas para resolver esse problema.

Porém, diante dos argumentos apresentados em relação à violência escolar, é de extrema importância que o Estado, em conjunto com o MEC (Ministério da Educação e Cultura), crie atividades como palestras e fóruns sobre o assunto, conscientizando alunos e pais sobre os prejuízos causados ​​por esse ato e sua luta. Desta forma, construir uma sociedade em que todos se sintam respeitados porque “a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”, disse o filósofo francês Jean-Paul Sartre.