O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 20/11/2020

Na contemporaneidade, um dos desafios que permeia a sociedade brasileira é a questão do mau comportamento e agressividade no ambiente escolar. Essa é uma realidade que está cada vez mais presente no dia a dia de professores e alunos. Tais mudanças de conduta, nessa fase de amadurecimento e desenvolvimento são motivadas pela carência nas relações de afetividade e de convivência, além de estabelecimento de limites. Dessa forma, o sofrimento psíquico leva a mudanças de conduta, na qual o indivíduo manifesta ou externa suas emoções e sentimentos na forma de hostilidade e indisciplina.

Em primeira análise, cabe pontuar que a maioria dos impasses comportamentais escolares são provenientes de fontes externas, na qual a falta de estrutura familiar, violência doméstica, problemas sociais e abusos de toda ordem, fazem com que haja uma reprodução de atitudes negativas no ambiente educacional. Com isso, os educadores procuram dificuldades em saber como lidar em casos, visto que além de compreender e ter discernimento para conter a situação é necessário ter uma visão psicopedagoga, para fazer com que o aluno siga as regras de convivência e respeito mútuo. Logo, entende as motivações que levam a essa conduta em crianças e jovens é essencial, uma vez que a escola é um lugar de sociabilidade e aprendizagem, o que irá refletir no desenvolvimento e no futuro desses cidadãos.

Somando a isso, é válido postular que o Brasil está no topo dos países que mais perdem tempo de aula por causa da “bagunça”. Segundo a Doutora em Educação, Verônica Branca na coluna “Vida e Cidadania”, em um mesmo turno de aula são gastos 18% do tempo total, contabilizando pode chegar a uma hora de aula. Nesse sentido a indisciplina compromete o aprendizado e a qualidade do processo de ensino. Visto isso, a relação entre professor e aluno é muito importante nesse processo, uma vez que quando há uma construção de respeito e confiança, a também uma maior produtividade.

Portanto, são indispensáveis as alternativas práticas e efetivas que têm como bases o diálogo, compreensão, acolhimento e integração dessas crianças e jovens. Para isso, o Ministério da Educação deve criar grupos regionais especializados em comportamento escolar, que tenha como função levar o conhecimento e ajudar os professores e gestores escolares a lidar e compreender o aluno, além disso, quando necessário, realizar atendimento em conjunto aos familiares para que problemas ligados a conjuntura do lar venham ser solucionados.