O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/12/2020

Dados de um estudo realizado pelo Instituto Brasiliro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, demonstram que cerca de 8% dos alunos entrevistados reportou algum tipo de provocação, e 20% deles já expuseram seus colegas a uma situação constrangedora. Dentro desse contexto tão preocupante, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar traz várias consequências negativas, como a perpetuação do bullying entre os discentes e a potencialização dos índices de violência destes contra os seus professores.

A priori, é relevante considerar que o comportamento adequado promove a manutenção dos casos de assédio moral entre os jovens no âmbito escolar. À luz do pensamento de Pierre de Bourdieu, o sociólogo fancês, a violência simbólica é uma forma de opressão, sem coação física, apoiada no reconhecimento legítimo de uma imposição que exorta o indivívuo a se posicionar segundo padrões do discurso dominante. Nesse viés, o bullying enfrentado pelos alunos se configura como violência simbólica, visto que os estudantes expõe os outros a hipóteses vexatórias, por acreditarem que eles não atendem aos parâmetros de uma classe prevalente, e os elencam como seres inferiores. Essa forma de discriminação às diferenças raciais, socioeconômicas e culturais, intensificada pela conduta errônea de alguns alunos pode levar ao aparecimento de doenças mentais e provocar evasão escolar, devido ao sentimento de não pertencimento destes jovens ao local onde são oprimidos.

Ademais, o comportamento irregular dos alunos afetados, muitas vezes de forma irreparável, a saúde física e emocional dos professores brasileiros. De acordo com a pesquisa apresentada pelo Sidicato dos Professores de São Paulo, mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino declarada ter sofrido alguma forma de violência como perseguição, preconceito, roubo e agressão física. Nesse sentido, os profissionais da esducação arcam com as consequencias da violência escolar, uma vez que, majoritariamente, enfrentam dificuldades em controlar o comportamento deletério de seus alunos. Assim, a hostilidade por parte dos jovens afeta a qualidade de vida desses educadores, que podem desenvolver, a longo prazo, distúrbios pisicossomáticos, estresse e prejuízos na socialização.

É evidente, portanto, que o comportamento repreensível de certos alunos se reflete em diversas formas de violência entre si e contra seus professores. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação combater essa conjuntura nefasta, mediante a elaboração de um programa nacional de concientização escolar, que estabeleça protocolos específicos de punição para os alunos transgressores, com foco na realização de atividades socioeducativas, além do acompanhamento psicopedagógico junto as suas famílias e professores. Esse programa tem o fito de reduzir os índices de violência escolar na nação.