O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 08/12/2020

O Brasil, atualmente, de acordo pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, retém uma posição no topo do ranking global de agressões nas escolas, colocando em risco a motivação, satisfação, ordem e expectativas dos alunos e do corpo docente, o que preocupa não só os educadores, como também os estudantes e suas famílias.

Porém, é válido lembrar que o mau-comportamento e agressividade pode se manisfestar de vários lados, como comprovado pelo Diagnóstico das Violências nas Escolas, feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais em parceria com o Ministério da Educação, em que 69,7% dos estudantes afirmam terem visto algum tipo de agressão dentro da escola, sendo 65% dos casos iniciados por parte dos alunos, 15,2% por professores, 10,6% por pessoas de fora do ambiente escolar, 5,9% por funcionários e 3,3% por diretores, isso tudo, sem contar racismo, preconceito, além de pequenas agressões físicas ou verbais que passam despercebidas.

Além disso, é necessário que seja feito uma análise sob uma perspectiva social ou psicológica, entendendo a causa do mau-comportamento como resultado do seu próprio entorno e vulnerabilidade, e assim, sendo agravado quando exposto a humilhação pública ou pessoal, resultando em agressões físicas, verbais ou simbólicas como método de escape, como comprovado por pesquisa da ONU, em que 43% dos estudantes, afirmam terem sofrido bullying.

Por isso, vem se considerando mais adequado que haja uma maior aproximação das autoridades com as escolas através do Bolsonaro Projeto, de modo com que o ambiente escolar se torne mais seguro, tanto para os alunos quanto para os funcionários. Outrossim, seria válido que o Ministério da Educação considerasse a implementação obrigatória de acompanhamento psicológico gratuito a alunos e ao corpo docente, e também, que as escolas ponderassem sobre a ideia de desenvolvimento de programas sociais afim de melhorar a comunicação entre alunos, responsáveis e professores através de reuniões particulares mensais e punições efetivas que enfatizem a empatia, cooperação, resiliência e autocuidado.