O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/12/2020
Segundo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Esse pensamento, acerca da importância da educação para o desenvolvimento humano, evoca uma reflexão sobre o cenário de violência no ambiente escolar no Brasil. Desse modo, é perceptível que o aspecto financeiro, bem como a Influência do meio social, configuram-se como desafios a serem superados para o combate da problemática. A princípio, cabe considerar que a falta de investimento para o aperfeiçoamento do modelo educacional desencadeia formas de brutalidade nas instituições de ensino. De acordo com Arthur Lewis, a educação nunca é gasto, sempre foi investimento com retorno garantido. Sob tal ótica, não investir no sistema educacional é, indubitavelmente, um erro, pois o modelo atual expõe o aluno a uma violência simbólica, transformando-o em um banco de dados ao invés de promover uma interação entre ele e professor. Com isso, em muitos casos, após o desinteresse, ocorrem as manifestações de agressão física e verbal entre as duas partes. Logo, é visível a necessidade de modificar estruturalmente o método de ensino. Ademais, a violência na escola é ampliada por meio da interferência do ambiente social. Consoante ao Atlas da Violência de 2020, a cada seis horas morre uma mulher dentro de casa. Nesse sentindo, uma criança que presencia hábitos como esses dentro de casa tende a manifestá-lo na escola, em forma de agressões físicas, verbais, práticas de bullying e assédio, fato constatado pelo o jornal Folha de São Paulo, que notificaram dois casos de abuso sexual por dia nas escolas do estado. Esses acontecimentos ratificam a ideia de Émille Durkheim ao considerar que o meio transforma o cidadão, o que amplia os problemas sociais, como desigualdade, tráfico de drogas, violência física em casa. Destarte, infere-se que existem barreiras a serem superadas no cenário de violência escolar no Brasil. Cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, em parceria com as prefeituras, definir prioridades e redirecionar mais investimentos na ampliação de projetos educacionais – por exemplo a Escola da Escolha, que tem como prisma proporcionar ao aluno uma autonomia e participação ativa no ensino – a fim de garantir ensino de qualidade que empodera o indivíduo a fazer boas escolhas e o prepara para transformar os lugares que habita. Dessa forma, será possível uma melhor interação entre o discente e o meio, o que, interfere positivamente nas suas ações, reduzindo assim, o quadro de brutalidade nas escolas.