O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 16/12/2020
As instituições escolares brasileiras convivem, na atualidade, com problemas relacionados a má conduta dos estudantes, muitas vezes de forma hostil, na esfera acadêmica. Entre esses atitudes, encontram comportmentos de violência psicológicas — como “bullying” —, e de violências físicas, em que há agreções físicas de professores e colegas. Em realação as escolas particulares, uma das problematizações é observar que aluno não é cliente e o processo educativo não é produto, ou prestação de serviço.
A palavra “cliente” vem do latim “cliens” que é aquela pessoa que tem acesso a um produto ou serviço. Quem oferece tal produto ou serviço quer, primeiro agradar ao cliente, tê-lo cativo para si com o propósito de conseguir mais vendas. Tomar essa atitude para com um aluno é equivocada, uma vez que a função da escola não é agradar ou bajular, mas ensinar. O processo educativo é oposto de que se poderia dizer agradável, na realidade, é árduo e que gera indisposições.
Dessa forma, trazer as escolas particulares para o mercado economico com a visão de oferecer uma prestação de serviço, tira do educador a possibilidade de tomar as atitudes necessárias que o mau comportamento do discinte gerou. A educação, nesses casos, tem que ser obervada como um ato reflexo das atitudes temerárias do educando de forma a fazê-lo compreender que seus atos são equivocádos e precisam ser repensados. Essa possibilidade deixa de existir se a escola diz que o aluno tem o direito de comenter as condutas que quiser por pagar pelo serviço.
Ademais, ao contabilizar a educação como um produto, o valor pago pelas escolas para os docentes serão menores, pois o intuito da instituição será o de reduzir gastos e aumentar os lucros. A qualidade da educação cairá, e os professores se sentirão desmotivados para realizar o serviço, visto que o ambiente educacional não é proprício para o ensino.
Assim, é temário observar que o processo educacional é árduo, e se for permitido ao educando cursá-lo da forma que deseja, fazendo o que quer dentro da escola, as instituições de ensino foramarão pessoas despreparadas para o mercado de trabalho. Nesse sentido, como diria Maquiavel, os fins justificam os meios.
A solução seria que o Ministério da Educação e o Ministério da Economia garantam que a educação não seja vista como um produto ou serviço, e os alunos não possam serm considerados clientes. Através de regras tais instituições governamentais certificariam que os professores possam agir como educando e não como um prestadores de serviços, exercendo suas funções com autonomia, sem medo de retaliação dos pais e dos estudantes.