O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/12/2020
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a assistência educacional seja motivada por várias instituições sociais, como família e escola, ainda assim existem obstáculos a serem superados, em combate a violência nas escolas. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do papel familiar, a fim de garantir a educação do filho, bem como as relações frágeis, em detrimento do individualismo acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, é notório que durante todo o desenvolvimento pessoal do indivíduo, tem como princípio fundamental as formas de atuação familiar, especialmente na fase primária, sendo ela importante para a interiorização de normas e valores pela criança, segundo o filósofo Emile Durkheim. No entanto, quando essa fase ocorre de forma inadequada, tendo como exemplo a presença da criança diante das brigas entre os pais, haja vista uma probabilidade maior de crescer com essas influências e, ao longo do tempo, repetir as mesmas atitudes. Dessa forma, é essencial que a família priorize pela educação infantil, a fim de garantir jovens respeitosos, que possuem responsabilidade afetiva pelo outro, de modo que a violência dentro das escolas acabe.
Sob um segundo enfoque, para o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações sociais tendem a ser menos duradouras, priorizando o individualismo. Desse modo, é indubitável a propagação da violência dentro das escolas, sendo ela expressa através do bullying, preconceito, intolerância religiosa, e até mesmo agressão física. Nesse sentido, é perceptível a falta de sensibilidade ao próximo, de modo que a preocupação com o outro é desprezada. Além disso, sabe-se que as consequências podem ser irreversíveis a curto prazo, uma vez que quem sofre o ato da agressão pode se isolar socialmente, desencadear problemas de baixo autoestima, timidez em excesso, e até mesmo depressão.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, trabalhos coletivos nas redes de ensino escolar, sendo administrado por profissionais psicólogos, para que seja debatido com os pais e alunos acerca da importância em preservar pela educação infantil, tanto quanto explicar sobre o mal que a violência pode gerar sobre a vida do outro. Além disso, utilizando o órgão supracitado, é dever do Governo garantir nas escolas a participação de fiscalizadores, que coloque na prática as formas de punir o indivíduo, especialmente por meio do diálogo. Somente assim, será possível a mudança do percurso, a fim de garantir uma perspectiva de mundo menos violento.