O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 23/12/2020
Theodor Adorno, filósofo e um dos fundadores da Escola de Frankfurt, disse certa vez que “aqueles que se encaixam em coletividades, omitem-se como seres autotitulantes”. Na contemporaneidade, é possível ver, análogo a esse pensamento de Adorno, jovens que praticam inúmeras atitudes de mau comportamento com o objetivo de serem aceitos em grupos escolares. Entretanto, sua má conduta escolar é reflexo de lacunas familiares e de um caos social presenciado pelo próprio indivíduo.
Em primeiro lugar, destacar destacar os processos de socialização determinados segundo à antropologia. O primeiro deles - chamado de socialização primária - é iniciado durante a infância e o contato com os pais. De acordo com sociólogos, o processo secundário começa no ambiente escolar e pode ser corrompido caso o indivíduo não tenha uma base familiar estruturada. Logo, pode-se concluir que o mau comportamento dos alunos nas escolas se deve pelo fato dos mesmos não terem terminado, ou sequer iniciado, sua socialização familiar.
Ademais, é preciso analisar o ambiente externo vivido pelos alunos brasileiros. Uma pesquisa feita pelo site de notícias “G1” mostrou que as escolas com maior nível de ocorrências de violência estão nas zonas periféricas das grandes cidades do Brasil. Ou seja, à medida que a violência nas ruas e favelas crescem, os índices dentro das escolas crescem de forma diretamente proporcional. Evidenciando, assim, uma relação restrita entre o ambiente escolar e a sociedade em geral.
Portanto, é necesssária uma atitude governamental a fim de denunciar e diminuir essa questão problemática em um local de progresso e educação. Dessa forma, é cabível ao Ministério da Educação alocar profissionais, como psicólogos e sociólogos, com o objetivo de orientar aqueles alunos que carregam em seu histórico ocorrências de mau comportamento, através de consultas individuais e atividades em grupos para fortalecer a solidariedade e o companherismo. Para que, assim, tenham a consolidação de seu processo civilizatório e social.