O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/01/2021
De acordo com o Artigo 6º da Constituição Federal de 1988, é garantido a todo indivíduo os direitos sociais, tal como a segurança. No entanto, essa virtude não é totalmente assegurada para alguns discentes e docentes, haja vista a enorme conjuntura de mau comportamento e agressividade no ambiente escolar. Em vista disso, a perpetuação do bullying entre estudantes corrobora para o acréscimo desse cenário, além da ausência do papel dos pais na educação dos filhos.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o comportamento inadequado promove a manutenção de casos de assédio moral em sistemas educacionais. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Pierre Bordieu, a violência simbólica é definida como uma opressão sem coação física, ou seja, se baseia nas diferenças de poder, influência e prestígio, que reforçam um discurso dominante. Sob essa ótica, o bullying se configura como uma violência simbólica, visto que os agressores utilizam de situações de vexame para expor a vítima como um ser inferior e que não atende a parâmetros de uma classe prevalecente. Logo, essa forma de discriminação pode acarretar futuramente em danos psicológicos e morais aos estudantes vitimados.
Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato da falta da família na formação da educação dos filhos. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a família é o meio de socialização primária, na qual torna-se a instituição social fundamental para o ensinamento de normas e valores na infância. Sob esse viés, é evidente que a ausência do meio familiar no momento educacional das crianças ocasiona em falhas no processo de compreensão das relações sociais primárias, o que fomenta no surgimento do mau comportamento e agressividade ao adentrar nas instituições de ensino. Assim sendo, os profissionais do ramo educacional arcam com as consequências da violência escolar, uma vez que, enfrentam dificuldades para controlar a agressivdade de seus alunos.
Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar os desafios dessa problemática. Em suma, cabe ao Ministério da Educação advir projetos de cunho educacional sobre o bullying, por meio de palestras em escolas, com o objetivo de combater os casos de violência de natureza simbólica contra diversos alunos das redes de ensino. Além disso, essas palestras também devem ser direcionadas para os pais, com foco na discussão da importância do meio familiar na educação da criança, para que, ocorra certa melhoria na formação da socialização primárias dos alunos e, assim, reduzir os casos de mau comportamento e agressividade com professores. Desse modo, será possível conter a violência escolar na comtemporaneidade