O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 12/01/2021
Jovens “Capitães de Areia”
Na sociedade contemporânea, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos nas escolas constitui um entrave para a harmonização social. Isso se deve, sobretudo, à ascensão da violência urbana, a qual acarreta o seu desenvolvimento nos jovens, e às dificuldades encontradas no ser humano de ser repreendido por suas ações, revidando através de atos indesejáveis. Nesse viés, são necessárias mais medidas efetivas do Poder Público e dos centros de ensino para o enfrentamento dessa problemática.
É importante lembrar, de início, que, no romance “Capitães de Areia” do autor Jorge Amado, é abordado a situação da violência entre os jovens, os quais aprendem a conviver e a repassar tal ato para toda a população. Fora da literatura, observa-se veemente essa realidade presente na sociedade, uma vez que os adolescentes que vivem em ambientes com altos indíces de violência, tendem, geralmente, a exercer no seu cotidiano, principalmente, no ambiente escolar, onde há a presença de regras e de disciplinas necessárias para a formação da moral e da ética cidadã.
Outrossim, o ser humano possui uma certa dificuldade em ser repreendido por suas ações, em que, muitas vezes, é contestada por meio da agressividade, colocando a vida dos envolvidos em risco. Nesse sentido, nas escolas são frequentes os maus comportamentos dos alunos com os professores pelo fato das advertências sobre seus atos, o que desenvolve aptidões à inexistência de sentimentos empáticos, resultando em rupturas na construção de uma sociedade com valores humanistícos, segundo o pensamento do filósofo Paulo Freire. Com isso, nota-se a necessidade de apoios psicológicos em centros escolares, a fim de corroborar com a ruptura da ideologia de agressividade dos alunos.
Percebe-se, portanto, que é imprescindível a atuação do Poder Público e dos centros de ensino para atenuar as sequelas e otimizar as perspectivas oriundas dessa problemática. Para isso, cabe ao Governo, em parceria com os centros esportivos, investir em alternativas que ajudem aos jovens a saírem da violência encontrada no meio urbano, por intermédio da construção de polos esportivos em bairros com elevado indíce de violência, para que o esporte auxílie na construção da disciplina e da boa conduta cidadã. Por fim, as escolas devem inserir o apoio psicológico excessivamente no ambiente escolar, por meio de horários reservados para cada aluno, na premissa de que seja possível o desenvolvimento do sentimento de empatia, rompendo os maus compostamentos encontrados nos jovens “capitães de areia”.