O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/03/2021

O Trabalho dignifica o homem

Desde o ano de 2003, o Brasil vem adotando medidas para erradicar o analfabetismo no país, conforme acordo firmado com a Organização das Ações Unidas, ONU. Daquela época para os dias atuais, os indíces de analfabetismo vêm diminuindo ano após ano.  Mas outros números acabaram se revelando, conforme uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação no ano de 2016. Dos quase duzentos mil professores entrevistados, aproximadamente setenta por cento deles, afirmaram sofrer algum tipo de agressão durante o seu expediente de trabalho. E estes números tendem a crescer, conforme conclui a pesquisa. Consequentemente, alguns problemas são causados por este tipo de comportamento, entre eles a desmotivação dos professores na execução do seu trabalho e a má formação acadêmica dos alunos do ensino fundamental e médio.

Conforme Rafael Mendes, gestor e pedagogo da Fundação Getúlio Vargas, o motivo da agressividade dos alunos em sala de aula têm um fundamento baseado nas mudanaças impostas pelo mercado de trabalho. Antigamente, o papel de educar os filhos era da mulher. Nos tempos de hoje a mulher precisa trabalhar para complementar a renda familiar, oque diminui a demanda de tempo na atenção aos filhos e como consequência a educação dos filhos é afetada, interferindo no seu comportamento em sala de aula, afirma Rafael.

Acerca disso, o desrepeito não acontece apenas em sala de aula. A insegurança jurídica deixa muitos professores num dilema em intervir no comportamento de um aluno ou fechar os olhos para situações de desordem. Segundo o jurista, Doutor Bruno Waltrick, o aparato legal existente nos dias atuais, não garante segurança jurídica para o professor em seu ofício. Por motivos banais, qualquer professor pode responder a um processo por danos morais, sem poder se defender com embasamento jurídico, colocando em risco a perda da sua atividade laboral.

Diante dos fatos expostos, algumas medidas precisam ser tomadas para evitar o mau comportamento e a agressividade em sala de aula. A criação de um programa chamado “Jovem Aprendiz”, proposto pelo Ministério da Educação, onde jovens do ensimo médio e fundamental terão aulas extra curriculares, com disciplinas voltadas ao ensino profissionalizante e socialização, provomendo desta maneira a formação de um jovem para o mercado de trabalho e o transformando em um cidadão capaz de ser útil na sociedade. Incluído neste programa, terá a disponibilidade de psicólogos e conselheiros tutelares, como intermediadores para este tipo de conflitos e para prestar acessoria às famílias necessitadas. Segundo Max Weber, “o trabalho dignifica o homem”.