O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/05/2021
“A escola passou a ser vista como um espaço de salvação,” Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro em entrevista ao Estadão, em 2014. Nesse contexto, apesar que a escola possui um grande valor na formação da identidade do cidadão; o mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos em ambiente escolar fomenta a reprodução dessa problemática, provocando a insegurança em âmbito escolar. Visto isso, esses entraves decorrem não só da negligência estatal , como também da violência no meio social.
Em primeira análise, é crucial destacar a importância do Poder Público em garantir a segurança e o bem-estar social no espaço escolar brasileiro. De acordo com a filosofia do italiano Norberto Bobbio, ao afirmar que a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem capaz de lhe dar direito ao respeito, e à consideração perante o Estado. Dessa maneira, tal jurisdição esclarecida por Bobbio distancia-se da realidade brasileira, uma vez que é visível o desinteresse do Estado Democrático de Direito em coibir a violência e a hostilidade presente nos anseios educacionais do país. Por conseguinte, as consequências desse episódio se notam em uma evidente baixa autoestima dos alunos, atitudes passivas, transtornos emocionais, problemas psicossomáticos, depressão e falta de interesse pelos estudos. É imprescindível a atuação de políticas públicas para a solução desse problema.
Sob esse viés, é válido salientar a magnitude da família juntamente com a sociedade em assegurar a harmonia do ambiente escolar. A teoria freudiana retrata que, quando tudo acontece, socialmente há um tom de consciência. Nessa lógica, é perceptível que os fatos exteriores influenciam no mau comportamento do indivíduo, o qual é responsável por reproduzir atitudes violentas dentro das escolas. Em consequência, a violência moral, física e intelectual são resultados de percepções tradicionais banalizadas no espaço coletivo que influenciam na formação da identidade do aluno, e consequentemente induz o indivíduo a exercer o sentimento de superioridade dentro e fora do recinto educacional. Logo, é indispensável desenvolver medidas enérgicas as quais envolvam escola e família na esfera da formação do discente e estimule a fragmentação do paradigma vigente no Brasil.
O Estado, como defensor dos direitos da população e do bem-estar social, deve reformular o paradigma educacional vigente, juntamente com o Ministério da Educação, qual possa desenvolver a assistência por meio de palestras e fóruns com a presença de profissionais como, psicólogos e assistentes sociais no debate sobre o tema, a fim de conscientizar os alunos e pais sobre os danos provocados por esse ato e o seu combate, construindo, assim, uma sociedade onde todos se sintam respeitados, já que “a violência seja qual for a maneira que ela se manifesta, é uma derrota” P. Sartre.