O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 08/08/2021

Cristovam Buarque foi o criador da ideia chamada “Pedagogia de catástrofe”, onde afirma que os indivíduos não se atentam aos sinais de um possível desastre e, após ele ocorrer, chama-o de acidente. Então, é nesse contexto que se insere o mau comportamento e a agressividade cada dia mais recorrente de alunos no ambiente escolar e as consequências que isso carrega. Logo, tal problema, motivado pelo bullying nas escolas e pelo armamento da população, deve ser resolvido.

Em primeiro plano, de acordo com o IBGE, aproximadamente 43,7% dos brasileiros já sofreu com piadas maldosas na escola, mostrando que o bullying é umas das causas da adversidade. Por sofrerem com tais ataques, muitos alunos recorrem à violência contra os agressores e pessoas da direção, por não terem sido amparados e verem a agressividade como forma de acabar com os comentários e a dor ocasionada por eles, pois, segundo Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor. O massacre de Columbine (1999) é um exemplo dessa situação, onde dois amigos que eram excluídos invadiram a escola e dispararam contra os demais, causando 13 mortes e muitos feridos.

Ademais, salienta-se o armamento da população como mais uma das causas do problema. Em 2019, o atual presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que altera o Estatuto do Desarmamento e facilita a posse de armamentos, expandindo em 205% o número de pessoas que possuem armas em casa, segundo registros da Polícia Federal. Desse modo, com a falta de atenção devida pelos pais e a falta de conhecimento dos verdadeiros riscos por parte de crianças e adolescentes, alguns utilizam desse equipamento para ameaçar, principalmente, os professores, por conta de reprovações e notas abaixo da média.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. O Poder Legislativo deve, por meio da criação de leis, tornar obrigatório nas escolas públicas e particulares o apoio psicológico, com profissionais qualificados, para vítimas de bullying, para que eles sejam amparados e saibam como lidar com a situação e os sentimentos perante a situação. E, para que os comentários maldosos sejam cessados, as escolas devem manter uma postura mais rígida com os agressores, admitindo punições mais severas, se necessário. Nas residências que possuem armas, os pais têm que mantê-las fora do alcance de seus filhos e instruirem à respeito delas, para que fiquem cientes dos perigos do seu uso. Somente assim o Brasil irá diminuir as taxas de agressividade nas escolas e divergir da ideia de Cristovam Buarque, extinguindo o problema antes de maiores catástrofes.