O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 31/07/2021

Segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. Bem próximo da frase, tem a realidade do ambiente escolar Brasileiro, com um sistema educacional falho, apenas concretiza o dizer da frase, e influência diretamente na crescente agressividade dos alunos nas escolas. Essa problématica tem suas causas na descrença dos alunos perante o sistema educacional e no alto índice de bullying, tão frequente entre alunos.

Em primeira análise, vale destacar o desempenho do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Alunos , que está atualmente na 57ª posição entre todos os 77 países participantes. Com base nisso, é justificável como os jovens consideram a escola uma perda de tempo, surgindo a agressividade como resposta à tudo em sua volta. Esse sentimento de revolta está ligado também, à os alunos não valorizarem a escola como uma oportunidade de vida melhor, e assim tratam com revolta.

Pode-se observar, que todos os anos ocorrem atentados em escolas, nota-se também, que os autores são sempre os alunos da própria escola. Dessa forma, é importante lembrar, que a razão de tais atos está ligado ao bullying no ambiente escolar, que favorece constantemente como um estímulo de violência no cotidiano dos jovens. Ao estarem expostos diariamente com situações dessa conduta, acaba acontecendo uma normalização da violência, por isso o aumento das atitudes violentas.

Sem dúvida, cabe ao Ministério da Educação (Mec), tomar medidas para retardar esse índice. O Mec, deve implementar medidas já na formação do professor, para lidar com tais atitudes violentas, não só o psicológico, também um preparo de defesa pessoal para situações extremas, Portanto para os docentes em vigor, deve haver um curso extracurricular, que deve acontecer na própria escola que o docente trabalha, com objetivo de ter um melhor preparo psicológico e físico para lidar com situações agressivas, não só entre aluno e professor, mas também com situações de bullying. Dessa forma poderá chegar na tal libertação citada por Paulo Freire.