O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 19/08/2021

Na série “Elite”, divulgada pela Netflix em 2018, Lucrécia, uma aluna de ensino médio em uma escola particular da Espanha, ameaça constantemnete, colegas e professores para obter o que ela quer. Fora da ficção, é notório que o mau comportamento e a agressividade a partir de alunos em um ambiente escolar foi um tema muito importante abordado, mesmo que em segundo plano. Práticas violentas e repressivas em ambiente escolar são demasiadamente errôneas e prejudicam o desenvovimento nacional, visto que tais atitudes geram um atraso na busca pela educação de qualidade. Dessa forma, entende-se que a falta de investimentos governamentais e a falta de educação socio-emocional são pilares que sustentam o prosseguimento da problemática.

Em primeira análise, é de fácil entendimento que o governo brasileiro, ao se mostrar inerte, dificulta a resolução da questão. Segundo um dado do IBGE, os investimentos no ensino superior superam em quase 8x os investimentos feitos no ensino fundamental. Em outra perspectiva, como disse o filósofo e matemático Pitágoras, “ensais os jovens para que não seja necessário punir os adultos”. Dessa maneira, ao juntar ambos os fatos, é passível de compreensão que não investir no ensino fundamental é uma falha enorme do Estado, isso porque não cria as bases educacionais e comportamentais corretas, condenando os jovens a manterem o mesmo padrão de mau comportamento. Em suma, a falta de investimentos na área da educação é a raiz do problema, conquanto nada se é feito para mudar.

Por conseguinte, ensinos socio-emocionais são de extrema importância para o combate à repressões em ambientes acadêmicos, no entanto não são postos em prática. Sem os investimentos adequados, programas educacionais voltados à parte emocional e comportamental deixam de existir, intensificado problemas como bullying e violência física ou simbólica. Nesse sentido, vale salutar que a revista “Forbes”, em 2020, trouxe uma matéria entrevistando os diretores executivos das multinacionais, os quais ressaltaram a importância da inteligência emocional para contratar bons funcionários, pois estes ambiente de trabalho se tornaria mais “leves”  menos repressivos. Em síntese, ensinar pessoas a manterem uma estabilidade social e comportamental é de grande valia.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, se faz clara a necessidade de intervenção. Logo, para que se altere o mau comportamento e a agressividade dos alunos em ambiente escolar, urge ao Ministério da Educação promover a criação de um programa socio-emocional aos alunos, por meio de escolas e centros educacionais. Sendo que esse programa tenha profissionais competentes tanto na área da educação, como também na área social e psicológica. Dessa forma, espera-se que casos como o de Lucrécia, da série “Elite”, apareçam cada vez menos.