O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 20/09/2021

Segundo o filósofo e matemático Pitágoras, é preciso educar as crianças para que não seja preciso punir os adultos. Ora, o mau comportamento infanto-juvenil, no ambiente escolar, é uma maneira do indivíduo manifestar-se, infortunadamente, como uma via de “escape” do bullying, intolerância religiosa, problemas psicossocias e familiares. Além disso, a falta de estrututras psicossocioculturais, em escolas públicas, faz com que o agravante tenha maioresíndices na vida adulta.

Outrossim, os casos de violências verbais - principalmente bullying - na infância transcedem fatos promissores para um desenvolvimento de uma vida adulta com traumas, baixa autoestima e problemas psicossocias. De tal forma que, em 2011, o jovem Wellignton Menezes de Oliveira cometeu um massagre no bairro de Realengo - RJ, deixando várias crianças feridas, devido aos transtornos causados anteriormente no mesmo recinto, pois o mesmo não se dispôs a procurar ajuda médica necessária.

Indubitavelmente, a falta de estruturas psicossocioculturais nas escolas são um dos estopins para o alto índice do mau comportamento e agressividade no âmbito educacional. Ora, com acesso a sessões de terapia e métodos socioculturais, nos recintos escolares, haveria um desfalque maior nesse fator, sendo os educadores também afetados por esse malefício.

Nesse ínterim, para que haja uma amenização nesse repertório de agressividade no ambiente escolar, é plausível ao Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA estabelecer, em suas diretrizes a necessidade de ter psicólogos e psicoterapeutas nas unidades escolares. Ademais, cabe ao Ministério da  Educação disponibilizar um curso de capacitação aos profissionais do ensino público, visando a maneira que irá abordar um aluno com problemas sociais e familiares, orientando-os a sessões de terapia, intensivando-os a projetos socioculturais - os quais também devem ser estabelecidos pelas escolas.