O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 04/02/2026
Para o sociólogo Karl Marx, o trabalho é a essência da vida humana e o processo pelo qual o ser humano se expressa e se desenvolve. No entanto, na atual era de progresso científico e tecnológico, os cidadãos estão sendo substituídos por máquinas e robôs, sobretudo com o advento da inteligência artificial. Logo, eviden-cia-se um cenário de desemprego estrutural e, para as pessoas que ainda possuem emprego, acentuam-se as desigualdades entre as profissões. Dessa forma, é preci-so discutir essa problemática para, assim, solucioná-la.
Nesse sentido, a substituição progressiva de mão de obra humana por tecnolo-gias operadas com inteligência artificial intensifica as taxas de desemprego. O de-senvolvimento tecnológico, ao gerar mudanças estruturais e permanentes no mer-cado de trabalho, faz com que muitas ocupações se tornem obsoletas, principal-mente em áreas que exigem pouca qualificação. Nesse contexto, o autor Alvin Toffler, ao escrever seu livro, destacou que o choque do futuro ocorre quando as pessoas não conseguem acompanhar a rapidez das mudanças. Assim, fica evidente que a IA agrava a crise no mercado de trabalho, deixando trabalhadores para trás e criando um futuro incerto para eles.
Ademais, com o avanço tecnológico, as desigualdades tendem a se acentuar. Os cidadãos que possuem formação e habilidades nas áreas científica ou técnica são priorizados em relação a outras profissões, pois são essenciais para o desenvolvi-mento do setor. Dessa forma, aqueles que desempenham outros ofícios acabam sendo menos valorizados, enfrentando não apenas disparidades profissionais, mas também salariais. De acordo com o site World Economic Forum, ocupantes da tecnologia ganham, em média, três vezes mais do que a média mundial, o que demonstra a crescente polarização no mercado de trabalho.
Por isso, é essencial que o governo implemente programas de requalificação profissional acessíveis a todos os trabalhadores, com foco em habilidades trans-feríveis para diferentes setores. Esses cursos, oferecidos em parceria com insti-tuições educacionais, devem ser gratuitos, a fim de que os trabalhadores possam se adaptar às novas exigências do mercado. Assim, será possível promover maior equidade, inclusão e a adaptação da força de trabalho às mudanças econômicas.