O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 09/10/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas políticos e sociais. No entanto, a realidade é contrária ao que o autor prega, já que o mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial é uma celeuma persistente. Isso ocorre ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento.
Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabildade não esta sendo honrada quanto à disponibilidade em oferecer recursos as empresas para melhorar a capacidade dos funcionários com obejtivo de lidarem com a evolução da tecnologia sem gerar desemprego em alta escala, no qual o governo está cumprindo seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, gerando falsa sensação de cidadania. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído o Estado precisa sair da imobilidade em que se encontra.
Além disso, a falta de discussão é um impasse. De acordo com Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão de que a evolução da inteligência artificial traz sim muitos benefícios para economia, logo não pode ser vista como vilã por gerar muitos desempregos, o problema está na falta de estrutura das corporações em lidarem com essa melhoria sem afetar os trabalhadores, uma vez que pouco se fala sobre isso nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo.
Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica que seja obrigatório a disponibilidade de cursos para o crescimento profissional tecnológico do funcionário, por meio da organização de projetos e fundos, a fim de reverter o descaso governamental. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema, para atuar sobre ele, como defende a filósofa. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade.