O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 09/10/2023
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita e isenta de adversidades. Fora da ficção, é perceptível que a realidade se porta de forma contrária ao livro, uma vez que o mercado de trabalho é prejudicado devido ao advento da inteligência artificial. Logo, faz-se necessária uma análise da problemática e sua consequência, a fim de inibir os empecilhos.
Sob esse viés, frisa-se o avanço tecnológico moldado pelo ser humano, o qual busca criar ferramentas para auxiliar o homem, especialmente o que está inserido na jornada trabalhista. De maneira exemplar, no filme “Wall-E”, é demonstrada a vida de robôs serviçais, dotados com inteligência artificial, que existiam tão somente para substituir os indivíduos e poupá-los dos esforços, retratando as pessoas como ociosas. Nessa perspectiva, fica notório que o advento tecnológico, apesar da intenção funcional, não traz para a humanidade nada além do exercício constante da inópia mental, sendo urgente intervenções educacionais.
Por conseguinte, devido ao aumento do uso da inteligência artificial, o mercado de trabalho foi afetado negativamente, pois os espaços ocupados pela sociedade humana são trocados por corpos computacionais considerados “ mais capazes”. Isso fica evidente na película “A Fantástica Fábrica de Chocolate", na qual há uma cena em que o pai do protagonista é demitido para que uma máquina operasse em seu lugar, já que era considerada mais eficiente. Desse modo, fica clara a emergência em utilizar a inteligência artificial apenas como ferramenta, senão, caso contrário, a realidade de “Wall-E” não será apenas fílmica.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para o combate da problemática. Dessarte, com intuito de proteger o mercado de trabalho da inteligência artificial, cabe às instituições de ensino, em parceria com as mídias de telecomunicação, ensinar para as pessoas o limite entre o uso e a dependência dos adventos tecnológicos, por meio de projetos e palestras, para que se crie uma consciência coletiva e se evite uma inópia mental sobre a temática. Desse jeito, casos como o retratado em “A Fantástica Fábrica de Chocolate" não existirão.