O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 11/10/2023
Em " A Fantástica Fábrica de Chocolates " do cineasta Tim Burton, a demanda por doces força a mecanização das linhas de produção. Ainda na ficção, dos muitos funcionários que participavam do processo produtivo, somente os qualificados a trabalhar com as máquinas permaneceram empregados. Já na realidade, com o advento da inteligência artificial é mais uma vez necessário que o mercado e seus trabalhadores se adequem. Dessa forma, o atraso governamental, bem como a marginalização do proletariado são fatores que inibem o bom uso da ferramenta.
Convém ressaltar que, a princípio, o olhar absorto do governo ante necessidades da população retarda o desenvolvimento. Isto posto, foi em 1929 diante da grande depressão, que John Keynes propôs o keynesianismo, política econômica em que o Estado é indispensável para atingir o pleno emprego e o equilíbrio. Nesse sentido, na corrida tecnológica para dominar o uso de IA ’s, países desenvolvidos largam na frente, uma vez que possuem maiores investimentos governamentais em ciência e inovação. Logo, é inadmissível um cenário em que a má gestão dos recursos seja responsável pela inadequação a tecnologias em ascensão no contexto mundial.
Outrossim, a exclusão de trabalhadores pouco qualificados torna-se recorrente frente a automatização da produção. Contudo, já na segunda metade do século XX, em uma era industrial pós-fordista, o volvismo ganha espaço, uma vez que o sistema busca promover uma produção flexível baseada na elevada autonomia e qualificação do trabalhador. Diante disso, o volvismo associa o uso de inteligência artificial para que a produtividade e eficiência do trabalhador seja melhorada sem que ele tenha que ser substituído como no fordismo e taylorismo. Assim, o uso de novas ferramentas deve ser pensado para melhorar a vida do trabalhador.
Portanto, para que o panorama de depreciação do trabalhador não seja agravado com o uso de IA’s é necessário intervir. Para tanto, a fim de assimilar melhores condições trabalhistas e jornadas menos exaustivas, o governo deve promover cursos capacitantes em universidades e centros tecnológicos com a presença de empresas líderes na manipulação da inteligência artificial, como o Google e a Tesla. Por conseguinte, isso só será possível por meio de fortes investimentos em ciência e inovações técnicas que fomentam a corrida por tecnologia no mundo.