O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 24/10/2023
No filme “Eu robô” é retratado a consciência dos autômatos e a revolução das máquinas, o que trás um debate sobre um tema atual, o advento da inteligência artificial no mercado de trabalho. É sábido que em todas as revoluções industriais ocorridas houve uma busca pelo aumento da produtividade e dos lucros, atrelado ao corte de custos, ou seja, as demissões em massa. Assim sendo, essa não é diferente, só que é ainda mais perversa e preocupante.
O renomado médico e neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis, retratou em podcast que a maior preocupação com o advento da inteligência artificial no mercado de trabalho não é a independência e dominância delas, mas sim a dependência dos humanos sobre elas, visto que o quociente de inteligência global está cada vez mais diminuindo. Dessa forma, se as máquinas poderão exercer além dos trabalhos manuais, os intelectuais como, por exemplo, a produção de textos, ou mesmo trabalhos artísticos, o que restará aos humanos? Certamente, ter mais tempo para consumir produtos e estar entretido ao marketing, o que é estarrecedor.
Ademais, vale ainda ponderar que no sistema econômico vigente, sempre houve um estimulo pungente do capitalismo na busca por um lucro cada vez maior, para que assim, as empresas não viessem a perder seu espaço num ambiente de “livre concorrência”. Desse modo, o advento da inteligência artificial no mercado de trabalho, torna-se mais uma ferramenta desenvolvida para se agravar a desigualdade social, o que é muito preocupante, visto que o debate sobre a compreensão de seus impactos serão prorrogados para gerações futuras.
Em suma, é difícil compreender o grau das consequências que a inteligência articial trará a sociedade e ao mercado de trabalho, visto sua tamanha complexidade. Esclarecido isso, é prioritário que as entidades governamentais cobrem uma maior clareza das empresas responsáveis, afim de pressionar o debate com a sociedade civil, através de cientistas tanto do ramo tecnológico como social, afim de garantir a segurança dos direitos civis e trabalhistas. Afinal, seu advento deve trazer melhorias e avanço a humanidade, e não o que se parece com o retrocesso a Idade das Cavernas.