O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 11/10/2023
Novas tecnologias, como a inteligência artificial, surgiram com a chegada da Quarta Revolução industrial no início da década de 2010. Essas inovações trazem à tona tanto a capacidade de avanço do seres humanos na busca pela eficiência, quanto a problemática de torná-los sucetíveis à substituição pela automação no mercado de trabalho. Tendo em vista a iminência de uma crise mundial, cabe aos órgãos responsáveis a adoção de medidas que visem mitigar esse cenário e tornar possível a harmonia entre homens e máquinas no meio profissional.
Em primeira análise, ao atingir patamares em que é possível que a tecnologia exerça a função humana em todos os meios de produção, é fomentada a existência de uma sociedade cada vez mais desigual. Uma vez que menos trabalhadores são necessários para gerir o funcionamento de uma indústria, loja ou empresa, os custos para os proprietários é reduzido. Desta forma, aumenta-se o acúmulo de capital pelos mesmos e gera-se desemprego para os demais, que deverá ser administrado pelo Estado, pois, como defende o fílósofo Michel Foucault, o dever do Estado é maximizar o bem-estar de seu povo não podendo, assim, ignorá-lo.
Outrossim, o advento da inteligência artificial gera uma necessidade de adaptação do mercado no geral, valorizando a capacitação nas áreas relacionadas. Assim, cria-se uma subvalorização de outras áreas do conhecimento, como as artes e ciências humanas, e uma elevada busca pelas formações focadas em tecnologia. Como constata o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a demanda por profissionais de tecnologia cresceu 671% durante a pandemia de Covid-19, o que expressa, deste modo, a necessidade de novos qualificados para ocupar o setor.
Emerge, portanto, a necessidade de medidas que objetivem mitigar esse cenário. Posto isso, é de suma importância que o Ministério do Trabalho, junto ao poder legislativo, implementem leis que visem proteger a continuidade do trabalho humano. Obetiva-se, então, a decretação de uma quantidade mínima de pessoas que devem ser contratadas exercendo a mesma função que a inteligência artificial. Dessa forma, aguarda-se uma transição menos abrupta à nova realidade, garantindo que os trabalhadores não percam suas rendas e tenham a chance de se adaptar.