O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 14/10/2023

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da inteligência artificial no mercado de trabalho, uma vez que a rápida evolução está transformando a sociedade tal modo que afeta não só o setor econômico, mas o cotidiano da nação. Desse modo, é necessário refletir nas problemáticas que tangem ao assunto, como o negligenciamento governamental e a base educacional lacunar.

Em primeiro lugar, segundo o conceito de “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. De acordo com os economistas do banco Goldman Sachs, é estimado que a inteligência artificial acabe com 300 milhões de empregos ao redor do mundo nos próximos dez anos. Todavia, no Brasil, isso manifesta a erosão do que é garantido na Constituição Federal, em que os cidadãos têm direito ao trabalho e também proteção contra o desemprego. Nesse viés, a escassez de projetos estatais que torne a pátria segura da ameaça tecnológica nos postos trabalhistas contribui com o estigma, e em virtude disso, a sociedade é omitida da aplicação de um regulamento que protege a integridade de suas vidas financeiras.

Ademais, segundo o escritor de “Sapiens”, Yuval Harari, uma nova classe deve surgir até 2050: a dos inúteis. Nessa analogia, Yuval prevê que, com os avanços da tecnologia, muitos profissionais ficarão desempregados e também não serão mais empregáveis, e embora a inteligência artificial não substitua, de fato, as pessoas, aqueles que souberem usufruir dela, substituirá os que não sabem. Nota-se, então, que o Ministério da Educação falha ao não investir satisfatoriamente no estudo da inteligência artificial na formação educacional, ocasionando o distanciamento e o despreparo dos brasileiros com uma tendência tecnológica irreversível que deve ser abordada em sala de aula.

Portanto, é necessário que haja uma confederação do Ministério da Educação com o MInistério da Ciência, e que por meio de palestras, debates e feiras científicas, seja promovido a familiarização da população com tais tecnologias. Por fim, cabe ao Poder Judiciário garantir que a Constituição de 1988 seja devidamente cumprida, assim como os direitos assegurados. Eventualmente, os sistemas superdotados não serão uma ameaça pro mercado de trabalho no Brasil.