O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 24/10/2023

O positivismo foi uma corrente filosófica que defendia o caráter científico como promotor do progresso da nação. Contudo, tal ideal não se reverbera no Brasil hodierno, já que a Inteligência artificial, apesar de ser benéfica, ainda é vista com ressalvas no âmbito laboral, visto a possibilidade de substituição da mão-de-obra humana por essa ferramenta. Nesse sentido, tal receio é potencializado tanto pela negligência governamental quanto pela base educacional lacunar.

Sob tal ótica, a inoperância estatal é um óbice para a convivência harmônica com essa tecnologia. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o desenvolvimento social. Entretanto, essa responsabilidade não é honrada quanto à implementação desse aparato, já que a ausência de ações que ampliem o acesso ao ensino superior, como o aumento do número de vagas ofertadas, distancia os indivíduos de uma formação especializada. Dessa forma, essa inação dificulta a geração de trabalhadores capacitados para lidar com a inteligência artificial, acarretando no aumento do desemprego estrutural e na rejeição desse recurso. Logo, é preciso agir em prol da instrução do novo operariado.

Além disso, a falhabilidade no ensino também é um obstáculo para a adesão efetiva desses dispositivos. De acordo com Sêneca, a educação influi em todos os aspectos da vida. Nesse viés, tal constatação faz-se evidente na problemática, uma vez que a falta de orientação profissional na matriz curricular impossibilita a escolha consciente dos indivíduos sobre sua área de atuação, pois não divulga as necessidades atuais do mercado de trabalho. Desse modo, essa desinformação fomenta o despreparo diante desse instrumento tecnológico e agrava a recusa em relação ao seu uso. Dessarte, é importante atenuar esse déficit.

Portanto, medidas são fulcrais para a ressignificação da inteligência artificial. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo currículo formal brasileiro, difundir os requisitos mercadológicos nas instituições escolares, por meio de uma nova disciplina, com o fito de assegurar a capacitação frente a essa inovação. Em paralelo, também é imperiosa a criação de mais vagas para o acesso ao ensino superior. Assim, tais atitudes possibilitarão a correta instalação de tal modernidade e o progresso da nação defendido pelo ideal positivista.