O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 27/10/2023

Em 1969, a sociedade conheceu uma das leis mais relevantes para a história da América Latina: a Convenção Americana de Direitos Humanos, cujo texto garante o direito ao trabalho a todos. Entretanto, a inteligência artifical pode impedir que a classe trabalhadora vivencie o direito descrito pelo tratado. Com efeito, para solucionar o impasse, há de se combater a inoperância governamental e a carência de discussões sobre essa nova tecnologia.

Diante desse cenário, o conceito filosófico de contrato social, popularizado na Europa do século XVIII, diz respeito ao dever que o Estado tem - ou deveria ter - de garantir direitos básicos aos indivíduos. Todavia, a possibilidade do aumento do desemprego deixa claro que o contratualismo europeu não é uma realidade estendida aos trabalhadores. Essa utopia se justifica pela carência de investimentos em cursos profissionalizantes sobre tecnologia para a preparação da classe trabalhadora para esse novo mercado de trabalho.

Ademias, a falta de discussõoes sobre as inteligências artifciais é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira contemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto a substituição dos trabalhadores por IA, porquanto o assunto é pouco debatido no âmbito midiático, o que acarreta a manutenção do problema no País e o aumento do desconhecimento e falta de conscientização dos futuros desempregos.

Portanto, faz-se necessário ações para conter a falta de desempregos com o advento da inteligência artifical. Para isso, o Governo federal, cuja a função é manter a harmonia social, deve fornecer mais conhecimentos sobre as inteligências artificiais, por meio de cursos profissionalizantes e palestras nas escolas, a fim de conscientizar e preparar a população para essa realidade. Além disso, cabe ao Ministério das Comunicações, por meio de setores de telecomunicação e das redes sociais, fornecer mais informações sobre essas novas tecnologias, a fim de maior compreensão da população. Feito isso, o futuro tecnológico não será mais uma ameaça à classe trablhadora.