O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 29/10/2023
Desde o fim da Guerra Fria, com a queda do muro de Berlim em 1989, o mundo teve um avanço tecnológico inimaginável. Com isso, os mecanismos de informação e de comunicação tornaram-se a principal fonte de desenvolvimento dos países. Entretanto, essa gama de inovação tornou-se uma problemática para o Brasil, na medida que ferramentas tecnológicas, a exemplo da inteligência artifical, começaram a ameaçar o mercado de trabalho da sociedade brasileira, fomentado não apenas pela desigualdade social, mas também, pela negligência do Estado.
Em primeira análise, convém pontuar que o acesso excludente à inteligência artificial corrobora a substituição do profissional. Sob esse viés, o período colonial brasileiro - momento histórico no qual o país era utilizado apenas como meio de exploração pelos paises com superioridade tecnologica. Desse modo, o acesso não democrático às ferramentas de IA, ilustra o rebaixamento de inúmeros trabalhadores à condição de colônia no mercado de trabalho. Tal problema pode ser ilustrado pela falta de acesso aos mais simples meios de tecnologias, como computadores em áreas marginalizadas ou em localidades rurais. Diante disso. enquanto o acesso à tecnologia for restrito, o mercado de trabalho será limitado.
Ademais, a negligêcia estatal favorece a manutenção dessa ameaça ao trabalhador brasileiro. Sob essa perspectiva, o filósofo inglês John Locke criou o termo Contrato Social - no qual a sociedade entrega ao Estado o dever de gerenciar e garantir os direitos básicos da população. Com isso, a omissão do corpo estatal na capacitação de profissionais mostra a incompetência do órgão em cumprir o seu papel proposto por Locke. Essa incoerência pode ser exemplificado pela falta de promoção de cursos nas escolas, desde informática básica até especializados em inteligência artificial, para a garantia da especialização do futuro trabalhador.
Faz-se necessário, portanto, que se reverte esse cenário preocupante. O governo federal - órgão responsável pela gestão social, em parceria com as escolas e o Ministério da Fazenda, devem garantir a democratização da IA, por meio de não somente a redução de impostos em produtos eletrônicos importados, como também, de cursos ministrados por profissionais capacitados, como programadores, com o objetivo de suprir o acesso igualitário à essa tecnologia.