O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 01/11/2023

No jogo eletrônico “Detroit: Become Human”, é retratado um futuro distópico onde inteligências artificiais (IAs) ocupam profissões antes pertencentes aos humanos. Ao transpor a ficção para a realidade, nota-se a crescente diminuição de funcionários cidadãos, uma vez que há IAs engajadas no âmbito profissional. Sob esse prisma, é essencial analisar as consequências desse empecilho, como o progressivo número de desempregos e a velocidade desenfreada do crescimento robótico.

Diante desse cenário, é válido apontar o crescente número de desempregos como um dos impactos das novas tecnologias. Isso acontece porque, como relatado na obra cinematográfica “Chappie”, os policiais humanos são trocados por robôs inteligentes. Sob essa ótica, os trabalhadores são substituídos por robôs mais aptos, criados e instruídos para a função de tornar o trabalho mais prático, isto é, as máquinas ganham destaque por sua funcionalidade avançada. Dessa forma, tem-se o impacto social gerado pela substituição dos funcionários humanos.

Ademais, convém mencionar a velocidade desenfreada do crescimento robótico e, desse modo, o espaço ocupado no âmbito social. Tal fato ocorre, pois, segundo o físico Albert Einstein, tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade. Nessa perspectiva, notam-se as máquinas empregadas na sociedade, como através da substituição dos artistas, estes lentamente sendo trocados por programas de inteligência capazes de criar artes, como pinturas, com rapidez e praticidade. Com isso, observa-se uma população propícia a ser ultrapassada por robôs.

Portanto, conclui-se a necessidade de analisar as consequências da utilização de IAs no mercado de trabalho. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, implementar cursos de qualificação profissional, que garanta maior aptidão para os trabalhadores cidadãos. Tal ação deve ser realizada por meio de programas sociais estimulados por empresas, a fim de formar operários habilitados, tendo em vista a necessidade de interação com a comunidade robótica. Dessa maneira, assegura-se a cooperação mútua entre humanos e máquinas, evitando o cenário futuro de “Detroit: Become Human”.