O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 05/11/2023
A tecnologia move o mundo. Esta frase de um dos fundadores da Apple, o empresário Steve Jobs, retrata, fidedignamente, como a evolução técnico-informacional está ligada ao dia-a-dia da população mundial. Então, como um fenômeno relativamente recente, a inteligência artificial, que foi muito aperfeiçoada no século XXI, é pertinente avaliar os impactos desta nas atividades laborais, além do seu impacto no mercado de trabalho.
Primeiramente, é válido reconhecer que o avanço tecnológico permeia quase todo o mercado de trabalho. Tal fato é confirmado pela reportagem da emissora CNN Brasil, a qual estima que nos países desenvolvidos cerca de 25% do trabalho já pode ser realizado pela inteligência artificial. A cerca disso, desde os primórdios da humanidade, ferramentas já são produzidas para facilitar o trabalho braçal, e isto, essencialmente se traduz em facilidade para os indivíduos, no qual, por exemplo, uma serra elétrica diminui muitas horas o tempo de corte de uma grande árvore. Ademais, agora, até mesmo o ato de pensar é delegado à robôs por meio de complexos softwares, o que revela, portanto, uma possibilidade de grande avanço humano em várias áreas importantes, como na produção de remédios.
Em segunda análise, cabe salientar que o desemprego afeta todo o núcleo familiar, e quando possui elevadas taxas, desencadeia descontentamento na população. Um exemplo disso, ocorreu na Inglaterra, algumas décadas após o advento da Primeira Revolução Industrial, com o surgimento do movimento Ludista, que foi uma revolta operária marcada pela destruição de máquinas de tecelagem pelos trabalhadores, pois, enxergavam nela o motivo da perda de seu emprego, consequentemente, de sua miséria. Assim, sabendo que a inovação tecnológica e a qualidade de vida nem sempre caminham juntas, é crucial acompanhar com rigor o impacto da inteligência artificial na sociedade.
Portanto, são necessárias medidas capazes de não deixar o trabalhador desam-parado. Por isso, o Ministério da Educação, junto à cursos profissionalizantes - como o SENAI - devem criar cursos de introdução tecnológica nas principais áreas de atuação, por meio da oferta de vagas em bairros na periferia das cidades, com o intuito de capacitar o trabalhador e garanti-lo atuante no mercado de trabalho.