O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 16/01/2024
O filme “Eu, robô”, lançado em 2004, retrata os impasses de uma sociedade em lidar com o advento dos robôs no mercado de trabalho. Fora da ficção, a realidade de muitos trabalhadores têm mudado, uma vez que a Inteligência Artificial -IA- tem sido implementada nas atividades trabalhistas. Assim sendo, há uma nova dinâmica pautada pela busca de direitos e pelo reconhecimento do empregado.
Nessa perspectiva, é válido mencionar o artigo 7 da Constituição Federal de 1988. Logo, de acordo com ele, toda pessoa tem direito a condições justas de trabalho e proteção contra o desemprego, o que, no panorama atual, não acontece. Posto isso, os indivíduos sentem-se desamparados pelo Estado por ele não cumprir a “Carta Magna” e por serem inseridos em um mercado de trabalho novo sem as condições trabalhistas necessárias, como a segurança de um emprego em conjunto com a IA.
Outrossim, novos movimentos podem surgir pelo abandono estatal aos assalariados. Dessa maneira, situações como o Ludismo -manifestação contra a invenção e inserção das máquinas no século XIX- pode vir a acontecer novamente, com os princípios de garantir o emprego e juntamente com novas práticas para lidar com a recente tecnologia. Isso, além de criar revoltas populacionais também enfraquece o governo, gerando um estado caótico no corpo social pelo reconhecimento do funcionário.
Torna-se imperativo, portanto, medidas que conciliem o trabalhador com a inteligência artificial. Por isso, é dever do Ministério do Trabalho -órgão responsável por garantir os direitos trabalhistas- propor mudanças como cursos profissionalizantes em tecnologia e informação, para que dessa maneira haja harmonia nos postos de trabalho. Somente assim, o Brasil será um país com funcionários satisfeitos e com uma conjuntura oposta da apresentada no longa de 2004.