O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 06/03/2024

Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” No entanto, não é possível verificar uma reação interventiva no mercado de trabalho com o advento de inteligência artificial, visto que é uma área que se desenvolve absurdamente a cada dia. Então deve-se fazer estratégias sobre as causas dos problemas: o desemprego estrutural e a falta de conhecimento. Portanto, é importante analisar o cenário atual.

Dessa forma, analisando o ponto de vista do desemprego estrutural, é possível entender melhor o problema. Para Thomas Robbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não é tão efetivada quanto ao tema, visto que muitas pessoas perdem seus empregos sendo substituídos por máquinas e têm dificuldades ao se reinserirem no mercado formal, além de não terem ajuda do governo. Assim, faz-se necessário que o Estado saia da inércia e atue sobre a problemática.

Em paralelo, a falta de conhecimento é um impasse no problema. Uma escritora defende que “a cultura não faz as pessoas; as pessoas fazem a cultura.” Tal pensamento diz respeito à responsabilidade individual de mudar o pensamento coletivo sobre o crescimento da IA no mercado de trabalho, visto que muitas das vezes só é apontado o lado negativo mesmo que a tecnologia tenha nos trazido grande evolução e visibilidade no trabalho tecnológico. Desse modo, é preciso que a informação circule para que não seja majoritariamente negativo.

Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas do assunto a fim de atualizar a mentalidade social sobre o advento de inteligência artificial. Tal ação pode, ainda, ser divulgado em perfis grandes no Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o desemprego estrutural presente . Assim, será possível lidar da melhor maneira com essa crise.