O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 10/03/2024

O filme “Eu, robô” retrata a história de um mundo futurista, no qual robôs são feitos para trabalhar, e viver junto com os seres humanos no dia a dia de uma empresa, porém ao decorrer do tempo, acaba-se procedendo graves complicações. Diante desse cenário fictício, o avanço da inteligência artificial nos dias de hoje, tem apresentado riscos no mercado de trabalho. Desse modo, a desigualdade de habilidades e o desemprego estrutural são alguns dos problemas que passam a ser enfrentados.

Em primeira análise, evidência-se a desigualdade da habilidade humana e robótica. A chegada de novas tecnologias no ramo de trabalho, pode impulsionar na substituição de trabalhadores, visto que, a inteligência artificial desenvolve habilidades avançadas, que os humanos não conseguem desenvolver. Segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional, 41% dos empregos tem alta exposição à tecnologia. Assim sendo, pessoas que exercem alguma profissão em lugares de alta complementaridade podem ser beneficiadas, enquanto outras são ameaçadas, gerando assim, a desigualdade estrutural.

Além disso, cabe analizar a falta de emprego devido ao impacto da inteligência artificial. A taxa do desemprego afeta todos os países, e vem crescendo cada vez mais. De acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, cerca de 85 milhões de empregos podem ser perdidos para a automação até 2030. Portanto, é importante a regulação de certas tecnologias, para que assim, o setor de trabalho não seja ainda mais afetado.

Dado ao exposto, denota-se a urgência de medidas, que torne possível a convivência dos seres humanos com a inteligência artificial. Nesse sentido, cabe ao governo - cuja função é responsável por interpretar e fiscalizar o cumprimento das leis- a implantação de leis para garantir que a tecnologia não seja usada de maneira invasiva ou ilegal. Dessa forma, contribuindo para melhor adptação e segurança da humanidade.