O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 12/03/2024

A Primeira Revolução Industrial, no século XVII, marcou a transição do trabalho

manual para a produção em larga escala com a introdução de maquinários. O século XXI enfrenta desafios semelhantes com a “Revolução Cibernética 4.0”, trazendo a automação e a Inteligência Artificial (IA) para o mercado de trabalho. Isso resulta em problemas nas relações de trabalho devido à negligência estatal na regulamentação da IA e à priorização do ganho de capital pelo setor privado.

O poder público falha em gerenciar o uso da IA no mercado de trabalho, apesar da Constituição Federal de 1988 garantir o trabalho como um direito social. Na prática, o governo federal permite que a IA substitua trabalhos humanos, como evidenciado pelo uso dela na geração de imagens publicitárias, aumentando o desemprego de ilustradores e desenhistas e desestabilizando a economia.

Empresas privadas que desenvolvem IA não se preocupam com o impacto nos empregos dos trabalhadores. Similarmente ao filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, as IA aceleram o trabalho humano, resultando em violações trabalhistas e problemas de saúde mental. O setor privado prioriza o lucro, mesmo que isso custe o bem-estar dos trabalhadores.

Portanto, é relevante a dissolução do problema. Cabe ao governo federal a criação de uma “renda básica de cidadania”, garantindo condições mínimas para viver a partir de um auxílio financeiro, de modo que seja cobrado tributação das empresas de tecnologia que usufruam de IA no ambiente corporativo, com a finalidade de proteger cidadãos que tem seus empregos ameaçados pelo uso da tecnologia. Somente assim, é possível não repetir o cenário de exploração observado no século XVII.