O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 30/04/2024
A Primeira Revolução Industrial ocorrida no século XVII foi marcada pela transição do trabalho manual para a introdução dos maquinários e produção em larga escala. Análogo a isso, na sociedade contemporânea, o mundo enfrenta mudanças no mercado do trabalho, com o advento da inteligência artificial. Diante disso, é importante abordar os impactos causados por isso, como o desemprego estrutural e a desigualdade social.
Sob essa análise, é válido destacar o desemprego como um fator consequente da implantação da IA nas atividades trabalhistas. Isso ocorre porque houve a substituição dos empregados, por máquinas que cumprem a função de aprimorar e trazer resultados nunca vistos pelas empresas. Desse modo, o sociólogo Karl Marx acreditava que a introdução de novas máquinas poderia causar uma situação de desemprego crônica durante certo período de tempo. Nessa perspectiva, a inteligência artifical realiza tarefas que são executadas por humanos, reduzindo a procura por mão de obra e erradicando empregos. Assim, é fulcral ações que visem essa problemática.
Ademais, a desigualdade social é outro efeito da IA no mercado de trabalho. Tal fato se dá porque, com o aprimoramento das atividades, exigindo habilidades mais complexas, o ramo trabalhista passa a selecionar operários que se encaixam nessa função. Nesse sentido, segundo George Orwell, escritor inglês, " Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros. Dessa forma, com o advento da inteligência artifical, as oportunidades trabalhistas se tornam mais dificultosas, e parte da sociedade sem preparo e habilidades, é dispensada. Logo, esse cenário evidencia a necessidade de mudanças.
Portanto, é vital a adoção de medidas que solucionem as alterações causadas pelo advento da inteligência artificial no mercado de trabalho. Dessarte, cabe ao Ministério do Trabalho, responsável pelas diretrizes para a geração de emprego e renda aos trabalhadores brasileiros, atenuar o desemprego estrutural. Isso deve ser feito por meio da inclusão dos operários em atividades mais complexas das máquinas, ensinando e aprimorando o uso delas, a fim de diminuir o desemprego estrutural e a desigualdade social.