O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 26/08/2024

No contexto atual, a tecnologia de inteligência artificial (IA) está ficando cada vez mais acessível e avançada, e um exemplo disso é o chat GPT. Por mais que a IA tenha mudado significamente o mercado de trabalho, criando novas oportunidades de emprego em muitas áreas de trabalho, também tem aumentado o índice de desemprego, o que vai totalmente contra a Constituição Federal, de 1988, que assegura direitos fundamentais para democracia e vida digna ao cidadãos, interferindo no fator social e na ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso investigar sobre a questão social e suas implicações na temática. De acordo com Max Tegmark, “A inteligência artificial é como o fogo: pode ser uma grande ferramenta, mas também pode ser perigosa se não for controlada”.

Nos Estados Unidos e na Europa, aproximadamente dois terços dos empregos atuais “estão expostos a algum grau de automação da lA” e até um quarto de todo o trabalho pode ser feito completamente pela lA, estima o banco. As indústrias e empregos, que estão aos poucos sendo tomadas pela Inteligência Artificial, por mais que geram algumas áreas novas de trabalho, futuramente serão substituídas por completo por essa nova tecnologia. Com isso, a desigualdade social e desemprego será gigantesca, afetando a sociedade em geral.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo os impactos negativos causados pela IA, contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista os problemas citados no parágrafo anterior.

Portanto, entende-se que a IA no mercado de trabalho é um obstáculo intrínseco de raíze culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar um especialista em ética e políticas públicas de tecnologia, para apresenta uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Assim a sociedade terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.