O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 02/09/2024
A Constituição Federal, documento jurídico mais importante no país, prevê o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o impacto da inteligência artificial nos empregos, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Com isso, emerge uma vicissitude séria em virtude da negligência governamental e do descaso por parte do setor privado
Primeiramente, é imperioso notar que a indiligência das autoridades reforça o problema. Perante esse exposto, Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi” para simbolizar as entidades que não cumprem seu papel previamente estabelecido. Seguindo o raciocínio, os órgãos públicos não garantem a preparação dos brasileiros para uma realidade que exige cada vez mais conhecimento técnico-científico, mas apenas se preocupam com os benefícios que o aumento das tecnologias oferecem, como por exemplo, a melhoria do PIB ( Produto Interno Bruto) nacional, o que, infelizmente, pode desencadear o desemprego de milhares de pessoas que não se adaptarem à tais mudanças.
Ademais, é fundamental apontar a apatia dos empresários como catalisador desse revés. Pertinente a isso, o sociólogo Bauman descreve que a “Atitude Blasé” ocorre quando agem com indiferença perante algo que exige atenção. Nesse sentido, as indústrias privadas estão automatizando todas as etapas dos processos produtivos e de serviços com programas de IA (Inteligência Artificial) nos computadores e máquinas. Como resultado, muitos funcionários são demitidos por serem considerados inexperientes. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Em suma, cabe ao Governo, por meio da disponibilização de cursos profissionalizantes gratuitos, ensinar ao povo as habilidades e conhecimentos de informática necessários para se tornarem capacitados para as organizações, desse modo, o homem será complementar à tecnologia, pois as capacidades sensoriais humanas são insubstituíveis por qualquer produto robótico. Assim, criar-se-á uma sociedade mais moderna, onde a inovação tecnológica beneficie todos.