O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 01/11/2024
Na Europa do século XVII eclodiu a Revolução Industrial, que com o uso de máqui-
nas automatizadas acelerou a produtividade em deterimento de piores condições de trabalho. Nesse panorama, a história se repete na atualidade com o advento da inteligência artificial e as suas modificações na estrutura laboral. Diante disso, é possível identificar dois principais impactos para essa conjuntura: a adaptação ao novo modelo de trabalho e o desemprego estrutural.
Nesse contexto, é correto afirmar que a inteligência artificial tem modificado a forma de trabalhar na sociedade atual. De acordo com a teoria evolucionista de Charles Darwin, as espécies mudam ao longo do tempo, adaptando-se as con-dições do ambiente para sobreviver. Desse modo, a espécie humana vem sendo forçada a se adaptar as novidades tecnológicas que ao mesmo passo que aumen-tam a produtividade e facilitam as suas atividades, também desencadeiam a neces-sidade de adaptabilidade do homem. Assim, uma consequência dessa nova reali-dade é a mudança do meio de produção do trabalho do homem em prol da sua sobrevivência no mercado de trabalho.
Todavia, é pertinente observar que outro efeito dessa situação é o desemprego estrutural justamente como reflexo da empregabilidade facilitada dessas novas tec- nologias no lugar dos seres humanos. Esse paradigma pode ser observado pela pesquisa realizada pela Goldman Sachs, que apontou que até 300 milhões de em-pregos em tempo integral em todo mundo podem ser automatizados e subs-tituídos pela inteligência artificial. Isso ocorre porque a contratação de maquiná-rios envolve menos responsabilidades empregatícias como, custos com transporte, alimentação e bem-estar, e por esse motivo, são preferíveis pelos contratantes.
Destarte, é correto assegurar que o advento da inteligência artificial traz consigo muitos impactos, entre eles a situação de desemprego, que precisa ser erradicada. Para mudar esse quadro, o Estado por meio de parcerias com instituições educacionais devem promover cursos focados em desenvolver habilidades que as máquinas não conseguem reproduzir como, criatividade e pensamento crítico. Então, com essas ações, pode-se diminuir os impactos causados por essas novas tecnologias e garantir o emprego para grande parte da população.