O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 20/11/2024
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desemprego tecnológico, quanto da desigualdade no acesso à educação e à tecnologia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o desemprego tecnológico deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população; entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, muitos trabalhadores estão sendo substituídos por máquinas e algoritmos, resultando em um aumento significativo do desemprego e da precarização das condições laborais.
Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade no acesso à educação e à tecnologia como promotor do problema. De acordo com dados do cotidiano, como os relatórios do IBGE sobre a educação no Brasil, a disparidade entre classes sociais se acentua com a falta de capacitação para as novas demandas do mercado de trabalho. Partindo desse pressuposto, a ausência de políticas públicas eficazes para promover a inclusão digital e a formação profissional adequada contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas viáveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.
Dessarte, com o intuito de mitigar o desemprego tecnológico, necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em programas de capacitação profissional e inclusão digital, através de parcerias com instituições educacionais e empresas de tecnologia. Desse modo, atenuar-se em médio e longo prazo, o impacto do desemprego tecnológico, e a coletividade alcançará a Utopia de More.