O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 21/11/2024

Desde a Revolução Industrial inovações tecnológicas, alteraram completamente o mundo do trabalho, num balanço geral, têm proporcionado mais progresso que desafios sociais. No século XXI, a inteligência artificial marca uma nova ruptura nesta história, uma vez que muda a face das profissões e coloca novos problemas à sociedade. Uma parte dos desafios é certamente a ideia de que a IA cria novas oportunidades através da automação de tarefas e novas profissões. Por outro lado, a IA aumenta a desigualdade ao secar empregos principalmente para aqueles menos qualificados.

Sob esse viés, conforme indica o estudo Future of Jobs 2020 do Fórum Econômico Mundial, até 2025, 85 milhões de empregos podem ser realizados por máquinas e aproximadamente 97 milhões abertos em áreas como análise de dados, desenvolvimentos de sistemas etc. Logo, o governo e a empresa são responsáveis por garantir que a força de trabalho seja qualificada para se candidatar a uma educação tecnológica e para possibilitar a requalificação da manutenção do bem social.

Além disso, a desigualdade no acesso à tecnologia e na formação agrava a situação, intensificando o desemprego estrutural entre os trabalhadores menos qualificados. A esse respeito, torna-se pertinente a análise de Yuval Noah Harari, em 21 Lições para o Século 21, quando argumenta que a tecnologia deve ser acompanhada de uma ética responsável, que priorize a inclusão e o bem-estar social. Países como a Índia, têm implementado programas como Skill Índia, que buscam capacitar milhões de trabalhadores em habilidades digitais e técnicas. Diante disto, assegurar o investimento em capacitação é fundamental para garantir que a IA seja uma aliada, e não uma ameaça.

Assim, o efeito da inteligência artificial no mercado de trabalho constitui desafios além do campo da técnica, exigindo uma abordagem múltipla e de inclusividade. Fundando-se em ideias econômicas, concepções culturais e exemplos concretos, observa-se que o progresso seria frutífero e pode ser frutífero apenas se progredir juntamente com medidas de requalificação e igualdade de oportunidades.