O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial
Enviada em 21/11/2024
Hodiernamente, percebe-se um envolvimento humano decrescente no mercado global, dado por máquinas como impressoras e motores, que eliminam a dependência de atividade humana em manufaturar. Esta mudança, decorrente de revoluções no meio industrial, permanece evoluindo, como evidenciada pelo surgimento e uso de inteligências artificiais. Assim, a deslocação no mundo do trabalho decorrente dos avanços de IAs possui seus benefícios e malefícios.
Em primeira análise, notam-se os benefícios lucrativos que, teoricamente, traduzem em salários mais altos aos trabalhadores bem como produtos mais baratos decorrentes de sua produção aumentada. Parcialmente, estes argumentos se tornam verdade em indústrias como a automotiva, onde houve aumento nos salários e benefícios ao proletariado como resultado do emprego de IAs na produção de automóveis. Estes avanços são também aparentes no campo eletrônico, onde o mesmo preço é pago para acesso a itens de qualidade crescente.
No entanto, modelos de produção como o Toyotismo exploram da vacância de humanos na manufaturação geral, gerando resultados como diminuição de leis trabalhistas, aumento de desemprego e acumulação de riquezas. Isto causou a desvalorização de empregos que necessitam baixa qualificação e tornou o mercado centralizado em trabalhadores com proficiências em muitas áreas. IAs também aumentaram os ‘gig works’, ou trabalhos temporários, do inglês. Gig works se referem a trabalhos de curto-termo, como freelance, sem promessa de pagamento mensal ou anual, o que promove informalidade e insegurança.
Diante do exposto, observa-se a situação bipolar no avanço e uso de IAs no mercado global, e para alcançar o ponto onde prejuízos são minimizados, necessita-se o envolvimento de entidades governamentais e empresariais. Pontos como a diminuição de empregos de baixa qualificação e acumulação de bens podem ser combatidos com investimento em educação formal e promoção de leis trabalhistas mais transparentes e inclusivas. E no que tange trabalhos temporários e pejotização, a reclassificação de trabalhadores e rigidez no processo são vias essenciais de ação. Deste modo, a invalidação trabalhista e inequalidade salarial tornar-se-ão problemas menos prejudiciais do que são no presente.