O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 23/06/2025

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra foi a transição da produção manual para a mecanizada, por consequência, gerando a urbanização e drásticas mudanças no âmbito laboral e social. Análogo a esse período, a inserção das inteligências artificiais (IA) no mercado de trabalho vem, hodiernamente, sendo debatida. Diante desse cenário, o desemprego causado pela substituição da mão de obra, como também, a intensificação da desigualdade social, são problemáticas potencializadas pelo inserimento das IA’s no setor trabalhista.

Em primeira análise, dados expostos pela Mickinsey and Company, cerca de 15% dos empregos atuais vão ser automatizados. Dito isso, é inevitável o desemprego proveniente da extrema substituição da mão de obra em cenário nacional. Consequentemente, aqueles que não detém a posse do sistemas inteligentes vão sofrer com a insegurança socioeconômica, sentimento de fracasso, desenvolvimento de doenças físicas e mentais, dentre diversos outras problemáticas associadas a desvalorização do trabalho.

Em segunda análise, o livro “O Capital no Século XXI” de Thomas Piketty, reforça que com o avanço da tecnologia, aqueles que possuem os meios de produção são beneficiados, aumentando a desigualdade social. Nesse prisma, as inteligências artificiais são, hodiernamente, de grande utilização em multinacionais, com o objetivo de facilitar e mecanizar atividades. Ademais, a assimetria social potencializa um ambiente cada vez mais violento, marginalizado pobre e nocivo a população brasileira. Portanto, a melhor distribuição das tecnologias ideais poderá amenizar essa problemática atemporal.

Em síntese, assim como ocorrido na Revolução Industrial, a introdução de novas tecnologias traz consigo diversos benefícios, entretanto acarreta significativos malefícios à sociedade. Assim, é dever do Poder Legislativo, como também, do Ministério do trabalho e o Ministério da educação, criar programas que capacitam trabalhadores nas áreas digitais, em razão de prepará-los às novas funções do mercado. Bem como, a criação e aplicação de regulamentações que visam limitar o uso indiscriminatório das IA’s, com o objetivo de proteger empregos humanos em setores essenciais