O mercado de trabalho com o advento da inteligência artificial

Enviada em 24/06/2025

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, foi a transição da produção manual para a mecanizada, por consequência, gerou a urbanização e drásticas mudanças no âmbito laboral e social. Análogo a esse período, a inserção das tecnologias artificiais (IA) no mercado de trabalho vem, na contemporaneidade, sendo debatida. Diante desse cenário, o desemprego causado pela substituição da mão de obra, como também a intensificação da desigualdade social, são problemáticas potencializadas pelo inserimento das IA’s no setor trabalhista.

Em primeira análise, dados expostos pela McKinsey and Company, cerca de 15% dos empregos atuais vão ser automatizados. Dito isso, é inevitável o desemprego proveniente da extrema substituição da mão de obra em cenário nacional. Consequentemente, aqueles que não detém a posse dos sistemas inteligentes vão sofrer com a insegurança socioeconômica, sentimento de fracasso, desenvolvimento de doenças físicas e mentais, dentre diversas outras problemáticas. Infere-se, portanto, indústrias que fazem o uso inadequado das tecnologias inteligentes, contribuem para um ambiente nocivo ao trabalhador.

Em segunda análise, o livro “O Capital no Século XXI”, de Thomas Piketty, reforça que, com o avanço da tecnologia, aqueles que possuem os meios de produção são beneficiados, aumentando a desigualdade social. Nesse viés, a falta de leis Claras para o uso das IA’s permite práticas como a precarização do trabalho humano, prejudicando o bem-estar social da população. Logo, é de responsabilidade governamental, a implementação de políticas eficazes, a integração dessa tecnologia trazer mais vantagens à prejuizos. Portanto, a melhor distribuição das máquinas inteligentes, poderá resultar numa realidade utópica ao povo brasileiro.

Em síntese, assim como ocorrido na Revolução Industrial, a introdução de novas tecnologias traz consigo diversos benefícios, entretanto significativos malefícios. Assim, é dever do Ministério da Educação, criar programas para as escolas, com o objetivo de extinguir o analfabetismo digital, e preparar os estudantes às novas funções do mercado. Além disso, é de grande importância o Poder Legislativo, criar regulamentações que visam limitar o uso indiscriminatório das IA’s, a razão de inibir o desemprego potencializado pela substituição da mão de obra.