O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 22/07/2020

O Brasil como um farol

De acordo com Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Contudo, a ausência de uma formação baseada em um ensino vocacional, em que o aluno possa desenvolver suas habilidades cognitivas fundamentadas no seu sonho profissional, cria cenário propício ao aumento de desafios para inserção do jovem no mercado de trabalho. Portanto, é preciso iniciar a discussão sobre a falta de uma educação amparada pela aprendizagem ativa e a carência de instrumentos na escola para fornecer um “caminho” na pós-formação do ensino médio do aluno brasileiro.

Em primeiro lugar, é pertinente pontuar que historicamente, o jovem possui dificuldade de ingressar no ramo de atividades trabalhistas, de acordo com Maria Lameiras, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Todavia, essa situação ocorre devido a ausência do ensino fornecer uma direção ao aluno baseado em seu objetivo, seja a qualificação profissional, seja o bacharelado. Logo, a combinação entre um aluno recém-formado sem autonomia de pensamentos e um ensino que também não o forneça uma acessibilidade maior para o jovem alcançar sua profissão desejada geram campo suscetível ao não desenvolvimento da juventude.

Em segundo plano, é lícito que, de acordo com Anísio Teixeira, educador brasileiro, o conhecimento é transmitido de forma a tornar o aluno passivo no Brasil, sem o desenvolvimento de seu senso crítico.Consequentemente, contribui para a formação de objetos, e não de sujeitos sociais. Porém, a revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) alega que o aprendizado ativo, aumenta o rendimento dos alunos, independente da disciplina escolhida para o estudo. Nesse sentido, é visível que o conjunto entre uma aula mais prática , em que o aluno possa moldar sua opinião em conjunto ao conhecimento dos mestres brasileiros pode melhorar a estrutura educacional que muitas vezes limita o jovem verde-amarelo.

Dessa forma, para a resolução de tais problemáticas, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de investimentos financeiros, forneça projetos nos finais de semanas, nas escolas, baseados em atividades de testes vocacionais. Além disso, ofereça também em todo término letivo anual para as turmas que se formarão no terceiro ano do ensino médio, feiras com a presença de empresas em parceria com o governo vigente, de modo a guiar os jovens de acordo com suas qualificações apreendidas durante sua formação no ensino médio. Isso aumentará a habilidade socioemocional dos discentes, visto que não terão o fardo em sua consciência, durante sua formação, de um futuro incerto quanto a profissão e diminuirá a taxa de jovens desempregados no Brasil.