O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 21/04/2021

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, essa garantia não ocorre quando apenas uma pequena parte da população juvenil obtêm um emprego. Esse cenário retrógrado é fruto tanto da negligência governamental quanto do baixo acesso dos jovens que habitam em comunidades carentes aos programas que promovem o ingresso no mercado de trabalho.

Essencialmente, é primordial pontuar a ascensão da juvenilidade desempregada como consequência da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de novos projetos que incentivem os adolescentes a buscarem a integração no contexto laboral, já que o único programa federal destinado a esse público é o Jovem Aprendiz. Nesse viés, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 23% dos jovens de 15 a 29 anos não estudam e nem trabalham.Decorrente disso, observa-se que a juventude contemporânea será marcada por pessoas desfavorecidas economicamente, o que dificulta o crescimento econômico nacional. Destarte, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência da introdução dos adolescentes no setor corporativo como promotora do imbróglio. Conforme a revista Agência Brasil, o território local tem 13,6 milhões de pessoas morando em favelas. Partindo de determinado pressuposto, o alcance reduzido desse público ao âmbito empresarial, muitas vezes por questões econômicas e de localidade, proporciona o desinteresse pela busca da vida profissional. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação desse quadro nocivo.

Portanto, para que a nação seja mais articulada como um “corpo biológico”, cabe ao Ministério da Economia facilitar o acesso a contratações aos cidadãos de baixa renda nas regiões frágeis, por meio da incrementação de instituições empresariais nessas localidades, que contratem menores aprendizes em grande quantidade. Dado que, para ser um aprendiz, é necessário estar matriculado em uma escola ou faculdade, os indivíduos entre 14 e 24 anos se sentirão incentivados a frequentá-las para obter uma contratação, a fim de conquistar a independência financeira. Por conseguinte, a plenitude constitucional será alcançada.