O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/07/2020
Após as Revoluções Industriais no século XVIII, as interações sociais mudam constantemente, e não é diferente com o mercado de trabalho. Nesse viés, percebe-se que muitos jovens têm tido dificuldades e poucas oportunidades no meio empregatício. Sob essa ótica, evidencia não só a falta de espaço, como também a incapacitação por parte das escolas em habilitar os alunos.
Em primeiro lugar, é importante relatar que é limitado o espaço para as pessoas sem experiência prática no mercado de trabalho. De acordo com Habermas incluir é respeitar e crescer junto com o outro, independente de suas limitações. No entanto, tal pressuposto não é usado para estabelecer as relações no preenchimento de vagas de emprego. Tendo em vista que as empresas querem contratar pessoas jovens, com inúmeras capacitações, porém, não oferece oportunidade para os indivíduos inexperientes e com força de vontade em aprender. Logo, é necessário facilitar a inserção de todos, com o intuito de dirimir os entraves para a juventude.
Em segundo lugar, cabe ressaltar ainda a ineficácia do setor escolar em preparar os discentes para o setor de serviços. Consoante a Constituição Brasileira de 1988, no artigo 205, a educação deve qualificar os jovens para a cidadania e o mercado de trabalho. Entretanto, a antiga pedagogia usada por muitas escolas, com a exigência de notas altas e conteúdos maçantes, não colabora para a formação de um cidadão pronto para enfrentar os entraves diante da sociedade. Dessa forma, o aluno se torna um personagem secundário na aprendizagem, sem a utilização de práticas e valores sociais. Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que as alterações sociais e no mercado de trabalho sejam para melhor. Para isso, faz-se fundamental que o Governo Federal diminua a quantidade de impostos para as empresas que abrirem oportunidades para jovens sem experiência, facilitando assim a abertura do mercado à essas pessoas. Por fim, o Ministério da Educação, órgão responsável por zelar pela qualidade do ensino, deve incluir na grade curricular cursos técnicos e disciplinas práticas que visam extrair dos alunos as suas qualidades, virtudes e aptidões, com o objetivo de prepará-los para diversos ofícios.