O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/07/2020
Geógrafos e estudiosos da produção comercial já falam na existência da Quarta Revolução Industrial, período que trará várias inovações, entre elas, algumas no campo do trabalho, afetando principalmente a população jovem. Trabalhar em casa e escolher o horário de serviço já são algumas das vantagens desse período, entretanto, as novas relações trabalhistas revelam que alguns problemas devem ser sanados para que a inclusão juvenil seja completa, entre eles, destacam-se a recorrência a empregos informais para ter que sustentar a família, abdicando assim dos estudos, além da dificuldade em proporcionar o acesso à capacitação profissional.
Em primeiro plano,o período contemporâneo trouxe inovações ao mercado de trabalho, assim, a classe de trabalhadores modernos é assegurada com algumas vantagens que proporcionam maior eficiência e acesso a cargos trabalhistas. De fato, o Toyotismo - modelo produtivo desde o fim da década de 70 - proporcionou um acesso mais amplo ao mercado de trabalho, já que apresentou inovações como a possibilidade de trabalhar em casa e carga horária reduzida, além da automação dos serviços pesados. Assim, a modernidade apresenta ferramentas que permitem a inclusão de jovens no mercado de serviços, no entanto, essa ação ainda está longe de ser completamente eficaz.
Sob outra óptica, o mercado de trabalho torna-se um agente excludente na população juvenil, já que as pessoas não têm a mesma oportunidade de capacitarem-se. Sob esse viés, podemos encaixar essa conjectura no pensamento de Pierre Bourdieu, já que ao ser restrito a uma parcela da sociedade, o mercado de serviços promove uma exclusão por diferentes “capitais”, entres eles o técnico, sendo que muitas vezes essa segregação advém da desigualdade social, pois uma pessoa pobre, na maioria das vezes recorre a cargos informais para ajudar na renda familiar, abdicando da escola, e contribuindo ainda mais para crises previdenciárias no futuro - já que tais cargos não promovem tributos. Assim, necessitam-se, urgentemente, de ações governamentais que promovam a inclusão juvenil no mercado de produção.
É imperativo, portanto, que o Governo Federal, por meio do Ministério do trabalho em parceria com o Ministério da Educação, invista no aumento de serviços de capacitação online, como o SEBRAE, além de promover o acesso a uma internet de qualidade nas instituições escolares, para que seja possível o estudo dos alunos e assim haja uma melhor capacitação profissional. Ademais, mais bolsas para pessoas de baixa renda, como o Bolsa família, devem ser criadas, para que os estudantes pobres não tenham que abdicar da escola para ajudar na renda familiar. Essas ações podem ser feitas a partir do investimento do Fundo Nacional, e assim os moldes da Revolução serão plenamente de inclusão.