O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 07/08/2020
O filme “À Procura da Felicidade”, estrelado pelo ator Will Smith, conta a história de um jovem em busca de estabilidade econômica que, por meio de uma árdua tentativa de se estabelecer no mercado de trabalho e junto de seu filho, enfrenta grandes desafios. Não tão distante da ficção, é possível notar, na realidade, a elevada competição que incide no mercado laboral, a qual promove frustrações e inseguranças para o jovem brasileiro, tendo em vista a escassez de políticas públicas que contemplem esse público e as questões sociais impostas no Brasil. Logo, tal problemática é um dilema, que deve ser subvertido em mais oportunidades para a juventude.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a pouca atuação das entidades públicas frente ao avanço do desemprego fundamenta a inseguridade no atual mercado de trabalho. Nessa esteira, uma vez que os novos tempos exigem ainda mais qualificação do trabalhador, alguns indivíduos serão prejudicados na busca por uma vaga de emprego, já que não possuem acesso aos meios para sua qualificação. Dessa forma, tal análise pode ser observada sob a perspectiva da Revolução Industrial no século XVIII, em que a abrupta mudança no cenário laboral e as inovações criaram o chamado desemprego estrutural e, por consequência, um grande “exército de reserva”, que são pessoas desempregadas e prontas para substituir os trabalhadores que perderem seus empregos. Nesse novo panorama, é indubitável a necessidade de políticas públicas eficazes no combate à desqualificação e ao desemprego juvenil.
Somado a isso, alguns índices sociais negativos referentes ao Brasil também torna um desafio a busca pela estabilidade no mercado de trabalho. Entre essas questões, nota-se o elevado quantitativo de jovens nem-nem, aqueles que nem trabalham, nem estudam, no qual, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, abarca quase um quarto dos brasileiros nessa faixa etária. Nesse contexto, a probabilidade desses indivíduos serem marginalizados é crescente, haja vista que, mediante casos como a evasão escolar, a gravidez na adolescência ou a pobreza latente, o jovem não tem perspectivas e não é qualificado para o mercado de trabalho.
Sob tal ótica, é imperioso enfatizar a urgência por mudanças na conjuntura vigente. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho, em parceria com as escolas e empresas públicas e privadas, promovam a qualificação do jovem para o mercado laboral, principalmente daqueles mais vulneráveis, por meio de projetos extracurriculares de palestras e cursos periódicos nas instituições, bem como incentivo à preparação por experiências práticas nas empresas. O objetivo dessa ação é tornar os estudantes mais competitivos e confiantes para lidar com o mercado. Com isso, o Brasil estará engajado no enfrentamento desse obstáculo e na promoção de oportunidade.